BiodieselBR
Publicidade

Leilão de estreia do B8 tem resultado decepcionante

O resultado do Leilão 53 certamente vai ser lembrando durante muitos anos.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
O resultado do Leilão 53 certamente vai ser lembrando durante muitos anos. Embora não pelos motivos que todos gostariam. Todos estavam prontos para uma comemoração. Afinal, o aumento da mistura coincidiria justamente com um dos períodos de maior demanda no mercado de diesel em função do pico na colheita da safra de verão – e logo uma que promete ser recorde. Não tinha como dar errado. Só que deu e a comemoração pela chegada do B8 vai ter que ficar para uma próxima.


O resultado do Leilão 53 certamente vai ser lembrando durante muitos anos. Embora não pelos motivos que todos gostariam. Todos estavam prontos para uma comemoração. Afinal, o aumento da mistura coincidiria justamente com um dos períodos de maior demanda no mercado de diesel em função do pico na colheita da safra de verão – e logo uma que promete ser recorde. Não tinha como dar errado. Só que deu e a comemoração pela chegada do B8 vai ter que ficar para uma próxima.

O mercado já sabia que o lançamento do B8 tinha sido diferente do esperado desde ontem (10) quando a Etapa 3 do certame frustrou todas as expectativas ao ser encerrada antes das 19h20 com magérrimos 534,5 milhões de litros negociados – frente a projeções que apontavam para cima da marca dos 600 milhões de litros. Para dar uma ideia do tamanho do descompasso, esse foi o terceiro pior resultado para essa fase dos leilões desde chegada a chegada do B6 no Leilão 37.

Com esses números, o melhor que se poderia esperar para a Etapa 5 seriam 133,6 milhões o que elevaria as compras totais para 668,1 milhões de litros. Mas o melhor é algo que não aconteceu nesse leilão. Encerradas das compras foram arrematadas apenas 85,8 milhões de litros, o que coloca as vendas totais do mercado obrigatório em 620,2 milhões de litros.

O suficiente apenas para uma desonrosa 15ª posição no ranking dos leilões bimestrais de biodiesel – perdendo, inclusive, para os dois leilões do B6.

As compras do volume obrigatório representam menos de 71% dos 875 milhões de litros colocados à venda pelas usinas. Essa é a pior relação entre ofertas e vendas desde o L36 e garante uma ocupação média de apenas 56,7% das usinas concorrentes.

Valor


Com a baixa demanda, os preços acabaram caindo. No final da Etapa 3, as distribuidoras pagaram, em média, R$ 2.339,71 pelo metro cúbico de biodiesel. Hoje, a mesma quantidade de produto pode ser arrematada por R$ 2.250,60.


Tudo contabilizado, as distribuidoras pagaram, em média, R$ 2.327,38 por cada m³ de biocombustível. Outra baixa considerável. A última vez que se viu preços assim foi no L44.

O raquitismo do volume adquirido multiplicado pelo baixo preço do biodiesel resultou em uma contração nos ganhos. O certame movimentou R$ 1,44 bilhão. É o menor resultado em 11 leilões praticamente empatando com o do L43.

Destaques
– O certame encerrou com compras de biodiesel que totalizam 620,2 milhões de litros o que permitiria venda de aproximadamente 7,75 bilhões de litros óleo diesel ao longo do bimestre;
– Na Etapa 5 foram negociados 85,8 milhões de litros de um máximo possível de 133,6 milhões depois da Etapa 3 ter negociado frustrantes 534,5 milhões de litros;
– O preço médio do metro cúbico de biodiesel ficou em R$ 2.327,38 o que coloca o faturamento do L53 em R$ 1,44 bilhão;
– 9 usinas esgotaram todo o biodiesel que tinham colocado à disposição do mercado;
– Destas, quatro – BSBios de Marialva e BSBios de Passo Fundo, Bunge e Oleoplan de Iraquara – venderam toda sua capacidade produtiva para o bimestre;
– Outras quatro – Biopar MT, Granol de Cachoeira do Sul, Granol de Porto Nacional e Minerva – não conseguiram vender nenhuma gota dos 74,7 milhões de litros que ofereceram;
– A maior vendedora do leilão foi a ADM de Rondonópolis com 54 milhões de litros arrematados por R$ 2.301,37 o que deve lhe garantir um faturamento próximo a R$ 124,3 milhões;
– Considerando o desempenho dos grupos empresariais, o melhor resultado ficou com a Oleoplan que teve 71,6 milhões de litros arrematados o que lhe garantirá um faturamento de até R$ 167,8 milhões;
– O biodiesel mais caro da rodada foi da PBio de Candeias que conseguiu vender por R$ 2.610,62 por m³ o que deve lhe render R$ 52,2 milhões por um lote de 20 milhões de litros;
– O mais barato é o da Oleoplan de Veranópolis que vai levar apenas R$ 2.247,40 por 50 milhões de litros;
– A unidade da federação que mais vendeu biodiesel foi o Rio Grande do Sul que totalizou 174 milhões de litros negociados;

Veja aqui o resultado completo do leilão

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Compartilhar: