Nem os preços de referência recordes anunciados pela ANP na quinta-feira passada (03) conseguiram atrair um grande volume de biodiesel. O resultado é que as distribuidoras têm a sua disposição uma oferta de 729,8 milhões de litros no primeiro bimestre de 2016 – isso dá praticamente 100 milhões de litros a menos do que no L45.
Nem os preços de referência recordes anunciados pela ANP na quinta-feira passada (03) conseguiram atrair um grande volume de biodiesel. O resultado é que as distribuidoras têm a sua disposição uma oferta de 729,8 milhões de litros no primeiro bimestre de 2016 – isso dá praticamente 100 milhões de litros a menos do que no L45.
Apenas três das 37 usinas que participaram do leilão aumentaram suas ofertas em relação ao L45 reforçando a oferta em pouco mais de 14,24 milhões de litros. Destaque para a JBS que colocou 15 milhões de litros a venda e mais do que dobrou sua oferta em relação ao leilão anterior, mesmo assim o volume é bem menor do que o normalmente ofertado pela empresa – na média dos seis leilões com período de entregas para 2015 foi de 23,5 milhões de litros
Já um grupo de 19 usinas optou por colocar menos biodiesel no mercado. Somadas, elas tiraram do mercado 110,45 milhões de litros. A retração mais brusca foi da Granol de Cachoeira do Sul que colocou a venda 20 milhões de litros, menos da metade do volume do L45 quando sua oferta foi de 44 milhões de litros.
Apesar do pouco apetite em sua planta gaúcha, a Granol de Anápolis ficou com a maior oferta do certame e vai colocar 48 milhões de litros à disposição das distribuidoras. No total, o grupo industrial colocará 93,5 milhões de litros no mercado a partir de suas três plantas.
Já o Rio Grande do Sul registrou a maior oferta em volume para o certame com 199 milhões de litros postos à venda.
Preços
Apesar da relativa baixa oferta – o que parecia indicar que as usinas poderiam estar insatisfeitas com os PMRs –, o leilão terminou com um deságio de 9,99%. Em média, o metro cúbico de biodiesel será negociado a R$ 2.634,99.
O maior valor foi pedido pela Granol (TO) com R$ 3.070,00 por m³ para um lote de 7 mil litros. Já a Potencial ficou com o valor mais baixo da rodada, R$ 2.326,67 por 20 milhões de litros.
Custo Petrobras
Esse leilão também trouxe uma surpresa.
Depois de 8 leilões fixada em R$ 20 para cada metro cubico de biodiesel negociado, a margem cobrada pela Petrobras pela intermediação do leilão foi aumentada para R$ 25. Esse aumento foi feito sem qualquer aviso as usinas ou as distribuidoras.
O aumento apareceu diretamente dentro da plataforma Petronect. Segundo do Regulamento de Comercialização de Biodiesel presente no site própria Petrobras depois do termino da etapa 2, o preço continua sendo de R$ 20 por m³.
O desrespeito ao regulamento vigente aconteceu por que a ANP só deu a autorização para a nova margem do adquirente esta semana, depois da publicação do regulamento.
Uma comunicação oficial da mudança da margem da Petrobras, que trará uma receita extra estimada de 3 milhões de reais para a estatal, ainda não foi feita.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Nem os preços de referência recordes anunciados pela ANP na quinta-feira passada (03) conseguiram atrair um grande volume de biodiesel. O resultado é que as distribuidoras têm a sua disposição uma oferta de 729,8 milhões de litros no primeiro bimestre de 2016 – isso dá praticamente 100 milhões de litros a menos do que no L45.
Apenas três das 37 usinas que participaram do leilão aumentaram suas ofertas em relação ao L45 reforçando a oferta em pouco mais de 14,24 milhões de litros. Destaque para a JBS que colocou 15 milhões de litros a venda e mais do que dobrou sua oferta em relação ao leilão anterior, mesmo assim o volume é bem menor do que o normalmente ofertado pela empresa – na média dos seis leilões com período de entregas para 2015 foi de 23,5 milhões de litros
Já um grupo de 19 usinas optou por colocar menos biodiesel no mercado. Somadas, elas tiraram do mercado 110,45 milhões de litros. A retração mais brusca foi da Granol de Cachoeira do Sul que colocou a venda 20 milhões de litros, menos da metade do volume do L45 quando sua oferta foi de 44 milhões de litros.
Apesar do pouco apetite em sua planta gaúcha, a Granol de Anápolis ficou com a maior oferta do certame e vai colocar 48 milhões de litros à disposição das distribuidoras. No total, o grupo industrial colocará 93,5 milhões de litros no mercado a partir de suas três plantas.
Já o Rio Grande do Sul registrou a maior oferta em volume para o certame com 199 milhões de litros postos à venda.
Preços
Apesar da relativa baixa oferta – o que parecia indicar que as usinas poderiam estar insatisfeitas com os PMRs –, o leilão terminou com um deságio de 9,99%. Em média, o metro cúbico de biodiesel será negociado a R$ 2.634,99.
O maior valor foi pedido pela Granol (TO) com R$ 3.070,00 por m³ para um lote de 7 mil litros. Já a Potencial ficou com o valor mais baixo da rodada, R$ 2.326,67 por 20 milhões de litros.
Custo Petrobras
Esse leilão também trouxe uma surpresa.
Depois de 8 leilões fixada em R$ 20 para cada metro cubico de biodiesel negociado, a margem cobrada pela Petrobras pela intermediação do leilão foi aumentada para R$ 25. Esse aumento foi feito sem qualquer aviso as usinas ou as distribuidoras.
O aumento apareceu diretamente dentro da plataforma Petronect. Segundo do Regulamento de Comercialização de Biodiesel presente no site própria Petrobras depois do termino da etapa 2, o preço continua sendo de R$ 20 por m³.
O desrespeito ao regulamento vigente aconteceu por que a ANP só deu a autorização para a nova margem do adquirente esta semana, depois da publicação do regulamento.
Uma comunicação oficial da mudança da margem da Petrobras, que trará uma receita extra estimada de 3 milhões de reais para a estatal, ainda não foi feita.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com