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Sindicom explica a demanda fraca por biodiesel no leilão

L36 FalaSindicom_1_140414Depois de uma pequena compra de biodiesel no 36º leilão, o Sindicom apresenta sua visão sobre a situação do mercado de diesel para o 3º bimestre.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
A queda nos volumes de biodiesel adquiridos no Leilão 36, realizado na semana passada, parece ter pegado todo mundo de surpresa. Foram negociados mirrados 463,8 milhões de litros – esse é o menor resultado desde os leilões passaram a ter o atual formato no L26. 

O volume negociado foi 15,6% menor do que o adquirido no leilão anterior e cerca de 5% mais fraco do que no L30 – que comprou o biodiesel para o mesmo período do ano passado. Uma pisada no freio dessas parece indicar – de forma bastante dramática – que as distribuidoras estão antevendo uma acentuada desaceleração na demanda brasileira por óleo diesel durante o próximo bimestre.

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A queda nos volumes de biodiesel adquiridos no Leilão 36, realizado na semana passada, parece ter pegado todo mundo de surpresa. Foram negociados mirrados 463,8 milhões de litros – esse é o menor resultado desde os leilões passaram a ter o atual formato no L26. 

O volume negociado foi 15,6% menor do que o adquirido no leilão anterior e cerca de 5% mais fraco do que no L30 – que comprou o biodiesel para o mesmo período do ano passado. Uma pisada no freio dessas parece indicar – de forma bastante dramática – que as distribuidoras estão antevendo uma acentuada desaceleração na demanda brasileira por óleo diesel durante o próximo bimestre. 

Para tentar entender o pessimismo que se apoderou do setor de distribuição, BiodieselBR.com procurou o Sindicato Nacional da Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) que confirmou, por meio de nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, que dados repassador por suas associadas indicam que o mercado do óleo diesel realmente se mostrou menos aquecido no mês de março. “Foi mais fraco que o normalmente observado, quando comparado com outros anos entre os meses de fevereiro e março”, diz a nota. 

Ainda segundo o sindicato, essa tendência parece estar se mantendo em abril, com vendas aquém do que havia sido inicialmente projetado para o segundo bimestre. “Assim, teremos uma necessidade de compra agora menor, seja por uma revisão na previsão de vendas para baixo, ou pelo observado em março e abril até o momento”, conclui a entidade na nota.

Apenas 4%
Segundo as estimativas da entidade – a ANP ainda não liberou os números oficiais do óleo diesel em março –, o consumo do derivado do petróleo no mês passado subiu apenas 4% em relação a fevereiro quando foram vendidos 4,6 bilhões de litros. Isso colocaria as vendas do derivado na casa dos 4,8 bilhões de litros. 

Março é um mês chave para o mercado de diesel. Olhando o histórico de vendas da ANP fica bem clara a existência de um padrão: as vendas do derivado costumam cair entre o final de um ano e o início do ano seguinte. Tipicamente a demanda começa a se retrair a partir de novembro e segue em marcha relativamente lenta até que retomarem fôlego em março. Isso pode ser percebido com mais clareza ao se olhar para o crescimento dos volumes mensais das vendas de óleo diesel entre os meses de fevereiro e março. Nos 14 anos que fazem parte do histórico da ANP para o produto – de 2000 e 2013 – as vendas de março superaram às de fevereiro por índices maiores que 10% em pelo menos 10 ocasiões. 

Focando apenas nos últimos 10 anos – 2004 a 2013 –, em média, as vendas de março superaram as de fevereiro por uma margem de 16,3%. Não é de se estranhar, portanto, que os associados do Sindicom tenham ficado insatisfeitos com esse crescimento de apenas 4%. Especialmente considerando que o leilão anterior comprou um volume bastante expressivo de biodiesel. O L35 negociou 549,6 milhões de litros o que representava uma projeção de vendas de 10,9 bilhões de litros de B5 durante o 2º bimestres de 2014. Se os números forem mesmo tão fracos quanto o Sindicom informa, as vendas reais ficaram 1 bilhão de litros abaixo da projeção inicial.

Essa também pode ser a causa para a queda expressiva nas importações de óleo diesel registradas em março. 

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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