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Brasil consumiu 2,9% menos diesel em maio

Segundo dados recém-divulgados pela ANP, no mês de maio a queda em relação ao ano passado chegou a 2,9%.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O consumo de combustíveis líquidos no Brasil continua caminhado para trás. Segundo dados recém-divulgados pela ANP, no mês de maio a queda em relação ao ano passado chegou a 2,9%. O volume consumido também é cerca de 1,6% menor que no mês anterior.

O consumo de combustíveis líquidos no Brasil continua caminhado para trás. Segundo dados recém-divulgados pela ANP, no mês de maio a queda em relação ao ano passado chegou a 2,9%. O volume consumido também é cerca de 1,6% menor que no mês anterior.

Embora essa seja uma contração respeitável, o resultado de maior foi, também, o terceiro consecutivo no qual a velocidade da queda apresentou redução.

Nas contas da ANP, as vendas de diesel do mês de maio totalizaram 4,49 bilhões de litros – o correspondente a 40,2% das vendas mensais de combustíveis líquidos em todo o país. A última vez em que o mercado brasileiro consumiu menos diesel num mês de maio foi em 2011.

Estadual

Das 27 unidades da federação, a demanda de diesel subiu – ou, ao menos, ficou estável – em 8. Em todas as outras 19 tivemos queda.

O Rio Grande do Sul teve o maior aumento de mercado do período com 30 milhões de litros mais do que em maio do ano passado.

Já São Paulo, embora ainda seja de longe o maior mercado brasileiro com mais de 1,05 bilhão de litros de diesel consumidos – teve a maior queda com vendas. Em relação a maio do ano passado, a contração foi de 47,7 milhões de litros.

O Amapá foi o estado com maior contração relativa. Na comparação entre maio de 2016 e de 2015, o estado absorveu menos 45,1% de diesel o que dá cerca de 8,1 milhões de litros a menos de combustível.

Generalizado

No total, a demanda por combustíveis no Brasil acumula queda de 4,4% nos primeiros cinco meses do ano com retrações fortes em praticamente todos os produtos.

As exceções são: a gasolina C que – depois de ter tido um ano ingrato em 2015 por conta de uma expansão do etanol hidratado que chegou a 37,4% – já avançou 2,5%; e o GLP cujas vendas estão praticamente estáveis (queda de 0,1%).

A maior contração é do óleo combustível cujas vendas acumuladas estão cerca de 30% abaixo em relação ao ano anterior. Nesse caso, contudo, a queda tem sido mais consistente e está descolado do resultado geral da economia.

Entre 2000 e 2015, o mercado para este derivado caiu pela metade.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com 
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