Os dados das entregas de biodiesel para o 5º bimestre mostram seis usinas com performance abaixo dos 90%.Os dados das entregas de biodiesel para o 5º bimestre mostram seis usinas com performance abaixo dos 90%.

Nos meses de setembro e outubro, as usinas brasileiras entregaram 497,9 milhões de litros de biodiesel o que equivale a 94,9% do volume arrematado pelas distribuidoras durante 32º Leilão de Biodiesel. Realizado no começo de agosto, o certame adquiriu um total de 524 milhões de litros pelo preço médio de R$ 1.896 por metro cúbico.
É uma boa média de entregas e ficou ligeiramente acima dos 94,6% registrado no bimestre anterior.
Alta performance
Das 35 usinas que conseguiram vender algum volume de biodiesel no Leilão L32, 29 superaram o patamar de 90% de entregas estabelecido pelas regras da agência reguladora. Esse é o patamar mínimo para não ser inabilitado no leilão 34. Mas nem sempre a culpa de uma performance abaixo de 90% é das usinas. Algumas vezes as distribuidoras deixam de retirar conforme o programado.
O maior destaque positivo do período foi a Granol de Cachoeira do Sul (RS). A usina entregou 103,3% – foram quase 700 mil litros além dos 21 milhões de litros que a usina havia arrematado no leilão. Além dela, apenas a Amazonbio conseguiu superar os 100%. Localizada em Ji Paraná (RO), a usina encerrou o período com 102,7% de performance nas entregas. Um saldo positivo de 65 mil litros sobre os 2,38 milhões de litros vendidos.
Outras 6 usinas – ADM de Joaçaba (SC), Oleoplan, Granol de Anápolis (GO), Fiagril, JBS e Biocamp – tiveram performance acima dos 99%.
Piores
Na outra ponta do espectro temos 6 usinas que ficaram abaixo dos 90%. Caso não comprovem que a culpa foi das distribuidoras, ficarão de fora do mercado durante o primeiro bimestre de 2014.
O que mais chama a atenção é que a quantidade de nomes estrelados do setor que foram parar na lista das problemáticas. Pelo menos quatro delas fazem parte de alguns dos maiores grupos industriais do segmento.
As usinas com desempenho abaixo de 90% são: a PBio de Candeias (BA) com 88,1%; a Cooperbio com 86%; a BSBios de Marialva (PR) com 85,4%; V-Biodiesel (que faz parte do mesmo grupo da Oleoplan) com 81,2%; a Camera de Ijuí (RS) com 77,1% e a Minerva com 75,1%.
Oferta e demanda
Com o volume efetivamente entregue pelas unidades produtivas, seria possível vender 9,95 bilhões de litros de B5. Como os dados da ANP sobre a demanda de óleo diesel no mercado nacional para o mês de outubro não estão disponíveis, ainda não é possível conferir como ficou a relação entre oferta e demanda no 5º bimestre.
Julgando apenas pela demanda no mês de setembro – 5,01 bilhões de litros – é razoável supor que o mercado funcionou sem maiores sustos.
Nota: Algumas usinas se manifestaram sobre a situação. A matéria com as respostas pode ser lida aqui.
Fabio Rodrigues – BiodieselBR.com

Nos meses de setembro e outubro, as usinas brasileiras entregaram 497,9 milhões de litros de biodiesel o que equivale a 94,9% do volume arrematado pelas distribuidoras durante 32º Leilão de Biodiesel. Realizado no começo de agosto, o certame adquiriu um total de 524 milhões de litros pelo preço médio de R$ 1.896 por metro cúbico.
É uma boa média de entregas e ficou ligeiramente acima dos 94,6% registrado no bimestre anterior.
Alta performance
Das 35 usinas que conseguiram vender algum volume de biodiesel no Leilão L32, 29 superaram o patamar de 90% de entregas estabelecido pelas regras da agência reguladora. Esse é o patamar mínimo para não ser inabilitado no leilão 34. Mas nem sempre a culpa de uma performance abaixo de 90% é das usinas. Algumas vezes as distribuidoras deixam de retirar conforme o programado.
O maior destaque positivo do período foi a Granol de Cachoeira do Sul (RS). A usina entregou 103,3% – foram quase 700 mil litros além dos 21 milhões de litros que a usina havia arrematado no leilão. Além dela, apenas a Amazonbio conseguiu superar os 100%. Localizada em Ji Paraná (RO), a usina encerrou o período com 102,7% de performance nas entregas. Um saldo positivo de 65 mil litros sobre os 2,38 milhões de litros vendidos.
Outras 6 usinas – ADM de Joaçaba (SC), Oleoplan, Granol de Anápolis (GO), Fiagril, JBS e Biocamp – tiveram performance acima dos 99%.
Piores
Na outra ponta do espectro temos 6 usinas que ficaram abaixo dos 90%. Caso não comprovem que a culpa foi das distribuidoras, ficarão de fora do mercado durante o primeiro bimestre de 2014.
O que mais chama a atenção é que a quantidade de nomes estrelados do setor que foram parar na lista das problemáticas. Pelo menos quatro delas fazem parte de alguns dos maiores grupos industriais do segmento.
As usinas com desempenho abaixo de 90% são: a PBio de Candeias (BA) com 88,1%; a Cooperbio com 86%; a BSBios de Marialva (PR) com 85,4%; V-Biodiesel (que faz parte do mesmo grupo da Oleoplan) com 81,2%; a Camera de Ijuí (RS) com 77,1% e a Minerva com 75,1%.
Oferta e demanda
Com o volume efetivamente entregue pelas unidades produtivas, seria possível vender 9,95 bilhões de litros de B5. Como os dados da ANP sobre a demanda de óleo diesel no mercado nacional para o mês de outubro não estão disponíveis, ainda não é possível conferir como ficou a relação entre oferta e demanda no 5º bimestre.
Julgando apenas pela demanda no mês de setembro – 5,01 bilhões de litros – é razoável supor que o mercado funcionou sem maiores sustos.
Nota: Algumas usinas se manifestaram sobre a situação. A matéria com as respostas pode ser lida aqui.
Fabio Rodrigues – BiodieselBR.com