Até onde é possível dizer com base exclusivamente nos dados dos Boletins Mensais de Qualidade produzidos pela ANP, o mercado brasileiro de diesel está de parabéns. Em janeiro de 2016, o índice de não conformidade teve seu quarto melhor resultado num histórico desde 2010.
Até onde é possível dizer com base exclusivamente nos dados dos Boletins Mensais de Qualidade produzidos pela ANP, o mercado brasileiro de diesel está de parabéns. Em janeiro de 2016, o índice de não conformidade –percentual de amostras que apresentam problemas sobre o número total de amostras coletadas – foi de apenas 1,4%. Olhando os números mensais desde 2010, esse foi quarto melhor resultado no período.
Ao todo, 20 das 1.415 amostras coletadas em janeiro apresentaram algum tipo de vício de qualidade.
O resultado só não é mais positivo porque o melhor resultado do histórico foi precisamente o de dezembro de 2015, mês em que a não conformidade ficou em 1%. Isso quer dizer que, apesar de muito acima da média histórica, ainda houve uma piora considerável no resultado mensal.
Também é preocupante o fato do quesito “teor de biodiesel” ter sido o maior vilão da qualidade do diesel em janeiro, presente em metade das 20 amostras reprovadas.
Não confiável
É necessária uma pitada de prudência antes de sair comemorando o resultado positivo. A grande verdade é que o programa de monitoramento da qualidade dos combustíveis da ANP vem dando sinais de fragilidade ao longo dos últimos meses a medida em que expiraram os contratos da maior parte dos laboratórios que integravam a rede mantida pela agência reguladora.
Atualmente, a coleta de amostras está acontecendo regularmente em apenas unidades da federação – Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo – o que levou o número de amostras coletadas a cair dramaticamente. Indo de 6.500 em média para apenas 1.415 no mês passado o que já representa um avanço sobre as menos de 1.100 amostras de dezembro.
Para os próximos meses espera-se que a situação comece a ser normalizada com a entrada de novos laboratórios.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Até onde é possível dizer com base exclusivamente nos dados dos Boletins Mensais de Qualidade produzidos pela ANP, o mercado brasileiro de diesel está de parabéns. Em janeiro de 2016, o índice de não conformidade –percentual de amostras que apresentam problemas sobre o número total de amostras coletadas – foi de apenas 1,4%. Olhando os números mensais desde 2010, esse foi quarto melhor resultado no período.
Ao todo, 20 das 1.415 amostras coletadas em janeiro apresentaram algum tipo de vício de qualidade.
O resultado só não é mais positivo porque o melhor resultado do histórico foi precisamente o de dezembro de 2015, mês em que a não conformidade ficou em 1%. Isso quer dizer que, apesar de muito acima da média histórica, ainda houve uma piora considerável no resultado mensal.
Também é preocupante o fato do quesito “teor de biodiesel” ter sido o maior vilão da qualidade do diesel em janeiro, presente em metade das 20 amostras reprovadas.
Não confiável
É necessária uma pitada de prudência antes de sair comemorando o resultado positivo. A grande verdade é que o programa de monitoramento da qualidade dos combustíveis da ANP vem dando sinais de fragilidade ao longo dos últimos meses a medida em que expiraram os contratos da maior parte dos laboratórios que integravam a rede mantida pela agência reguladora.
Atualmente, a coleta de amostras está acontecendo regularmente em apenas unidades da federação – Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo – o que levou o número de amostras coletadas a cair dramaticamente. Indo de 6.500 em média para apenas 1.415 no mês passado o que já representa um avanço sobre as menos de 1.100 amostras de dezembro.
Para os próximos meses espera-se que a situação comece a ser normalizada com a entrada de novos laboratórios.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com