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Rede de monitoramento de qualidade da ANP ficará desfalcada até 2016

Vencimento de contratos leva ANP a monitorar a qualidade de combustíveis em apenas 5 estados brasileiros. Problema só será corrigido no ano que vem.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Desde maio, a rede de laboratórios responsável pela condução do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP anda desfalcada. Em janeiro, só duas das 27 unidades federativas – Acre e Rondônia – não eram monitoradas mensalmente pela ANP; em agosto a situação mudou completamente e apenas 5 estados foram monitorados.

Desde maio, a rede de laboratórios responsável pela condução do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP anda desfalcada. Em janeiro, só duas das 27 unidades federativas – Acre e Rondônia – não eram monitoradas mensalmente pela ANP; em agosto a situação mudou completamente e apenas 5 estados foram monitorados.

Com isso, a lista de postos de combustíveis passíveis de monitoramento caiu de 38,3 mil por mês para 18,1 mil. E o número de amostras coletadas para elaborar os Boletins de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis publicados pela ANP foi de 6.424 no começo do ano para 2.145 em agosto.

Questionada sobre esse, a ANP disse à BiodieselBR.com que o problema é decorrente do encerramento de contratos de diversas dos laboratórios que estavam responsáveis pelas coletas. “Alguns contratos atingiram o limite legal de vigência de 60 meses e não podem ser renovados sem uma nova licitação”, explicou a agência por meio de sua assessoria de imprensa. A situação não deverá ser resolvida antes do início do ano que vem.

Perguntada se isso não afeta a confiabilidade dos resultados, a agência explica que “um número menor de amostras, a depender do número de postos existentes em cada estado, implica uma margem de erro maior para o indicador”. Contudo, eles apontam que os contratos fixam o nível de confiabilidade em todo país em 95%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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