Índice de não conformidade do óleo diesel consumido no Brasil voltou a ficar abaixo de 4%
O óleo diesel voltou a apresentar melhor na qualidade entre os estados monitorados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). Segundo o mais novo boletim do programa, o percentual de amostras de óleo diesel reprovadas nos testes laboratoriais ficou em 3,6% no mês de junho. Essa é a segunda queda consecutiva e a primeira vez desde abril que o indicador vai abaixo de 4%.
O óleo diesel voltou a apresentar melhor na qualidade entre os estados monitorados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). Segundo o mais novo boletim do programa, o percentual de amostras de óleo diesel reprovadas nos testes laboratoriais ficou em 3,6% no mês de junho. Essa é a segunda queda consecutiva e a primeira vez desde abril que o indicador vai abaixo de 4%.
O mercado brasileiro tem tido dificuldade de voltar à normalidade. Desde a adoção do B10, em março do ano passado, os índices de qualidade registraram piora. Inicialmente esperava-se que os problemas seriam passageiros – é comum que o indicador apresente certa piora na sequência de um aumento de mistura –, mas eles vêm persistindo.
Primeiro houve um novo pico de casos de não-conformidade entre julho e outubro de 2018; e, então, uma piora mais lenta nos números que começam a perder tração só agora.
Se até o B10, a não conformidade do diesel tendia a se agrupar numa faixa entre 3% e 2%; agora ela está mais concentrada entre 3% e 4%.
Números
Em junho, foram coletadas 2394 amostras de diesel em 19 unidades da federação. O número de estados cobertos pelo PMQC aumentou em relação ao mês anterior graças à volta do monitoramento no mercado do Maranhão, que estava sem acompanhamento desde o mês de março.
O Maranhão, aliás, volta ao mapa de monitoramento já como o melhor diesel do Brasil. Nenhuma das 38 amostras coletadas no estado foi considerada inconforme.
Entre os outros 18 estados monitorados, em 12 houve melhora na qualidade do diesel consumido, enquanto os outros 6 tiveram piora.
O pior resultado coube ao Amapá, onde um terço das amostras foram reprovadas, mais que o dobro o índice anterior que foi de 13,3%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com