O índice de qualidade do óleo diesel medido pela ANP atingiu seu melhor nível em mais de dois anos
Depois de sofrer um pico de problemas de qualidade provocado pela chegada do B10 em março, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros deu uma – bela – guinada para melhor. Em junho, o nível de não conformidade medido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficou em 1,9%. Essa é a primeira vez em mais de dois anos que o índice fica abaixo de dois pontos percentuais.
Depois de sofrer um pico de problemas de qualidade provocado pela chegada do B10 em março, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros deu uma – bela – guinada para melhor. Em junho, o nível de não conformidade medido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficou em 1,9%. Essa é a primeira vez em mais de dois anos que o índice fica abaixo de dois pontos percentuais.
Em dezembro passado, o indicador até chegou perto – com 2% cravados –, contudo, a última vez em que houve um resultado melhor que o atual foi em abril de 2016, quando a não conformidade registrada ficou em 0,8%.
Valores abaixo de dois pontos são relativamente incomuns. Nos 114 meses que tiveram seus resultados divulgados, de 2009 para cá, o indicador só ficou abaixo desse nível em 18 ocasiões. O mais comum é a não conformidade do diesel variar entre 2% e 3%.
Este mês foram coletadas 2.156 amostras de diesel – a menor quantidade desde outubro de 2016 –, das quais 41 foram reprovadas. O Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP cobriu 20 dos 27 estados da federação, mantendo a abrangência dos últimos seis meses.
Alagoas foi o estado com o pior diesel – 17,8% das amostras reprovadas –, repetindo a performance pouco lisonjeira do mês anterior. No entanto, em junho, foi a única unidade da federação com não conformidade superior a dois dígitos contra quatro um mês antes.
No Distrito Federal, no Espirito Santo e na Paraíba não foram coletadas amostras que estivessem fora de especificação no mês de junho.
Aumentos da mistura
Picos de não conformidade costumam se seguir a aumentos da mistura obrigatória de biodiesel. Histórias similares se repetiram depois da chegada do B5 no começo de 2010; do B6 e do B7 no segundo semestre de 2014; e depois da chegada do B8, em março do ano passado. Agora, o roteiro se repete com o B10. Em todos esses casos, os números voltaram ao normal em períodos relativamente curtos de tempo.
A única vez em que aconteceu um pico não relacionado a um aumento de mistura foi no segundo semestre de 2016.
Fulgor
Este mês, o “ponto de fulgor” foi o maior culpado pela reprovação das amostras de diesel consideradas problemáticas pelos laboratórios do PMQC. Cerca de 28% das amostras de diesel reprovadas tiveram problemas com essa característica.
Já o teor de biodiesel veio zerado este mês.
São praticamente dois pontos percentuais e meio acima do valor registrado no mês passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com