Rede responsável pelo programa da ANP que mede a qualidade dos combustíveis vendidos no Brasil estava desfalcada desde 2015
O Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) deve voltar a cobrir todo o território nacional até o final deste ano. A informação foi repassada pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral, durante o 2º Fórum Nacional da Concorrência e da Regulação que foi encerrado ontem (21) em Campinas (SP).
O Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) deve voltar a cobrir todo o território nacional até o final deste ano. A informação foi repassada pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral, durante o 2º Fórum Nacional da Concorrência e da Regulação que foi encerrado ontem (21) em Campinas (SP).
Amaral é o responsável direto pela Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos (SQP) que gerencia o PMQC. Atualmente, o PMQC coleta amostras em somente 21 unidades da federação. Acre, Amazonas, Mato Grosso, Piauí, Rondônia e Roraima não estão sendo monitorados.
Encolhimento
O programa – principal indicador sobre a qualidade do setor – perdeu fôlego em 2015 quando diversos dos contratos com os laboratórios responsáveis pela coleta e análise das amostras de combustíveis venceram. Em seu pior momento, somente cinco estados estavam sendo monitorados.
De lá para cá, a situação melhorou bastante. O número de amostras de óleo diese coletadas mensalmente que era para 1.082 em dezembro de 2015 voltou a subir e ficou em 2.133 no mês passado.
Ainda assim, os números caíram bastante. Em 2017, o número de amostras de diesel analisadas foi de 32,3 mil. Bem inferior às 83,1 mil contabilizadas em 2014 antes dos problemas com as renovações dos contratos entrarem em sua fase mais aguda.
No começo de julho, a ANP abriu consulta pública que pretende redesenhar o programa.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com