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Uso de metanol supercrítico acelera produção de biodiesel

Pesquisadores da Universidade de Kettering, nos EUA, desenvolveram um proceddo que usa metanol supercrítico para acelerar a produção do biodiesel.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Testes realizados na Universidade de Kettering, nos Estados Unidos, comprovaram que o uso do metanol em estado supercrítico – no qual a substância é aquecida acima de seu ponto de ebulição mas mantida em estado líquido aumentando a pressão – pode acelerar substancialmente o processo de produção do biodiesel.


Testes realizados na Universidade de Kettering, nos Estados Unidos, comprovaram que o uso do metanol em estado supercrítico – no qual a substância é aquecida acima de seu ponto de ebulição mas mantida em estado líquido aumentando a pressão – pode acelerar substancialmente o processo de produção do biodiesel.

Pelo método convencional, o biodiesel é obtido a partir da mistura entre um álcool – normalmente o metanol – e gorduras de origem vegetal e/ou animal. Entretanto, a reação entra as duas substâncias é lenta o que exige a adição de um catalisador responsável por acelerar as coisas. É nesse ponto que a nova técnica poderá fazer bastante diferença.

"O que fizemos foi pegar o metanol, aquecê-lo e pressurizá-lo para além do seu ponto crítico", explica Jonathan Wenzel, professor assistente de engenharia química em Kettering. Ele explica que, nesse estado, o metanol se comporta, ao mesmo tempo, como um líquido ou um gás. Segundo o professor, isso confere ao insumo propriedades de solvente. “O metanol supercrítico pode dissolver mais facilmente o óleo e, combinado com as temperaturas mais altas, pode reagir sem um catalisador", afirma Wenzel.

Resultados

A metodologia aplicada por Wenzel não chega a ser inédita – processo já vinha sendo estudado por outras universidades. A façanha do professor de Kettering foi ter conseguido testá-la com a obtenção de bons resultados. O pesquisador afirma que, com a utilização do metanol supercrítico, o biodiesel pode ser produzido em menos de 10 minutos.

Ainda segundo Wenzel, o dinamismo impresso por essa metodologia à produção do biocombustível pode redundar em ganhos maiores para os fabricantes. "Com os dados que produzimos, estudantes de engenharia química realizaram simulações em plantas para ver se o processo era economicamente viável”, relata o professor. “A resposta é sim, você pode lucrar utilizando esta metodologia."

Próximos passos

Concluída essa primeira etapa do estudo, que foi financiada pelo Comitê de Promoção de Soja de Michigan, Wenzel se concentrará em aprimorar o atual processo de fabricação de biodiesel em série, considerado por ele um trabalho intensivo, para um sistema de fluxo mais automatizado.

Depois, o professor planeja avançar ainda mais nos experimentos, passando a usar um reator um maior e, depois, uma planta de biodiesel piloto, a fim de verificar se o processo pode ser adotado em escala comercial.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Universidade de Kettering
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