Pesquisadores da Alemanha desenvolvem método que modifica o biodiesel para torná-lo mais químicamente parecido com o diesel de petróleo.
Diesel e biodiesel podem ser parecidos, mas não chegam a ser idênticos entre si. São diferenças que – mesmo pequenas – dificultam o uso de biocombustível puro em motores que não tenham sido especialmente modificados. Trata-se de uma das barreiras técnicas mais sérias no caminho da indústria global de biodiesel. Agora um grupo da Ruhr-University Bochum, na Alemanha, afirma ter uma solução para o impasse.
Diesel e biodiesel podem ser parecidos, mas não chegam a ser idênticos entre si. São diferenças que – mesmo pequenas – dificultam o uso de biocombustível puro em motores que não tenham sido especialmente modificados. Trata-se de uma das barreiras técnicas mais sérias no caminho da indústria global de biodiesel. Agora um grupo da Ruhr-University Bochum, na Alemanha, afirma ter uma solução para o impasse.
O cerne do problema está na composição molecular das duas substâncias. Ambos são sopas de moléculas longas feitas a partir de átomos de carbono. Acontece que, enquanto o diesel de petróleo é uma mistura de moléculas com diferentes tamanhos, o biodiesel é majoritariamente composto por moléculas de um mesmo tamanho – 18 átomos de carbono.
Como moléculas mais curtas tendem a entrar em ebulição a temperaturas mais baixas do que as mais longas, o diesel fóssil responde a uma gama maior de temperaturas – entre 175ºC e 350ºC – levando a um comportamento mais suave dentro dos motores. Já o biodiesel reage todo de uma vez só.
Recombinação
Usando uma combinação de três diferentes catalizadores, a equipe liderada pelo químico Lukas Goossen conseguiu quebrar as moléculas do biodiesel recombinando-as para tornar o produto final mais próximo ao diesel fóssil com uma mudança correspondente no comportamento da substância.
O combustível processado usando a técnica foi capaz de atender aos requisitos da especificação EEN 590 que regula o diesel mineral no mercado da União Europeia.
Ainda há entraves a superar. Mesmo depois de modificado o biodiesel continua sendo mais higroscópico – ele absorve umidade do ar – o que pode levar à degradação do produto ao longo do tempo.
Também os catalisadores utilizados no processo são caros, antes que essa a nova tecnologia atinja maturidade comercial será necessário encontrar alternativas mais baratas.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
Diesel e biodiesel podem ser parecidos, mas não chegam a ser idênticos entre si. São diferenças que – mesmo pequenas – dificultam o uso de biocombustível puro em motores que não tenham sido especialmente modificados. Trata-se de uma das barreiras técnicas mais sérias no caminho da indústria global de biodiesel. Agora um grupo da Ruhr-University Bochum, na Alemanha, afirma ter uma solução para o impasse.
O cerne do problema está na composição molecular das duas substâncias. Ambos são sopas de moléculas longas feitas a partir de átomos de carbono. Acontece que, enquanto o diesel de petróleo é uma mistura de moléculas com diferentes tamanhos, o biodiesel é majoritariamente composto por moléculas de um mesmo tamanho – 18 átomos de carbono.
Como moléculas mais curtas tendem a entrar em ebulição a temperaturas mais baixas do que as mais longas, o diesel fóssil responde a uma gama maior de temperaturas – entre 175ºC e 350ºC – levando a um comportamento mais suave dentro dos motores. Já o biodiesel reage todo de uma vez só.
Recombinação
Usando uma combinação de três diferentes catalizadores, a equipe liderada pelo químico Lukas Goossen conseguiu quebrar as moléculas do biodiesel recombinando-as para tornar o produto final mais próximo ao diesel fóssil com uma mudança correspondente no comportamento da substância.
O combustível processado usando a técnica foi capaz de atender aos requisitos da especificação EEN 590 que regula o diesel mineral no mercado da União Europeia.
Ainda há entraves a superar. Mesmo depois de modificado o biodiesel continua sendo mais higroscópico – ele absorve umidade do ar – o que pode levar à degradação do produto ao longo do tempo.
Também os catalisadores utilizados no processo são caros, antes que essa a nova tecnologia atinja maturidade comercial será necessário encontrar alternativas mais baratas.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com