Pesquisadores fabricam biodiesel a partir de levedura
Pesquisadores dos Estados Unidos estão desenvolvendo uma levedura geneticamente que converter açúcar comum em óleos.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Pesquisadores da Escola de Engenharia Química de Cockrell da Universidade do Texas estão desenvolvendo uma levedura geneticamente que converter açúcar comum em óleos. O óleo pode, então, ser usado na produção de biodiesel.
Alcunhado de “renewable version of sweet crude” (algo que pode ser traduzido como “versão renovável de petróleo doce”), o biocombustível obtido pelos pesquisadores é similar, em sua composição, ao biodiesel feito de óleo de soja. "Nós partimos de uma cepa de levedura de Yarrowia lipolytica e fomos capazes de convertê-la em uma fábrica de óleo diretamente do açúcar", sintetiza dr. Hal Alper, professor assistente do Departamento de Engenharia Química da Escola de Cockrell.
Pesquisadores da Escola de Engenharia Química de Cockrell da Universidade do Texas estão desenvolvendo uma levedura geneticamente que converter açúcar comum em óleos. O óleo pode, então, ser usado na produção de biodiesel.
Alcunhado de “renewable version of sweet crude” (algo que pode ser traduzido como “versão renovável de petróleo doce”), o biocombustível obtido pelos pesquisadores é similar, em sua composição, ao biodiesel feito de óleo de soja. "Nós partimos de uma cepa de levedura de Yarrowia lipolytica e fomos capazes de convertê-la em uma fábrica de óleo diretamente do açúcar", sintetiza dr. Hal Alper, professor assistente do Departamento de Engenharia Química da Escola de Cockrell.
Segundo os cientistas, as vantagens de usar leveduras na produção de biodiesel são que essa matéria-prima pode ser cultivada em qualquer lugar, não competindo pelo uso da terra. Além disso, são mais fáceis de alterar geneticamente que outras fontes usadas na produção de biocombustíveis.
Metodologia O processo que transforma células de levedura e açúcar em biocombustível é resultado de quatro anos de trabalho de Alper e sua equipe. Eles usaram técnicas conhecidas como remoção e superexpressão (que aumenta a função de genes selecionados), para modificar a levedura. Com isso, aumentaram quase 60 vezes mais os níveis iniciais de óleo produzidos naturalmente. "Esse valor lipídico aproxima-se da concentração vista em muitos processos bioquímicos industriais", esclarece Alper.
A técnica criada pela equipe do Dr. Alper não exige – ao contrário de métodos tradicionalmente usados para maximizar a produção de óleos em culturas microbiológicas – que o fungo seja privado de nutrientes. A privação faz com que as células passem a acumular mais óleos, mas costuma ter efeitos adversos sobre a capacidade de crescimento. "Nossas células não precisam passar fome", afirma o professor o que torna o método mais atraente para a indústria.
Entusiasmada com os avanços alcançados por seus cientistas e com as boas perspectivas para o mercado global de biocombustíveis, a Universidade do Texas já deu andamento ao pedido de patente.