BiodieselBR
Publicidade

Pesquisadores do DOE avançam na produção de petróleo renovável

Grupo ligado ao Departamento de Energia dos EUA apresentou avanços na conversão de biomassa num tipo de petróleo renovável

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Uma parte considerável da dificuldade em descarbonizar a economia global está em desenvolver versões renováveis para a multidão de produtos derivados do petróleo. E se isso não fosse mesmo necessário? E se, ao invés desse trabalho todo, a gente se concentrasse em encontrar um substituto renovável para o petróleo em si mesmo. É isso o que um grupo de pesquisadores ligados ao Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos vem tentando há vários anos.

Uma parte considerável da dificuldade em descarbonizar a economia global está em desenvolver versões renováveis para a multidão de produtos derivados do petróleo. E se isso não fosse mesmo necessário? E se, ao invés desse trabalho todo, a gente se concentrasse em encontrar um substituto renovável para o petróleo em si mesmo. É isso o que um grupo de pesquisadores ligados ao Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos vem tentando há vários anos.

Uma convergência de esforços entre o Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL), Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste (PNNL) e Laboratório Nacional Argonne – os três principais laboratórios especializados em energia do governo dos EUA – pode estar se aproximando desse objetivo.

Um trabalho recém-publicado por cientistas das três instituições detalha um novo processo de pirólise rápida catalítica (CFP, na sigla em inglês) que usa um catalizador bifuncional de platina e dióxido de titânio capaz de aumentar o rendimento e baixar os custos da conversão de biomassa em bio-óleo – o tal petróleo renovável. A técnica vem se mostrando eficiente com diversos tipos de biomassas lignocelulósicas, abrindo a perspectiva para o aproveitamento de resíduos agrícolas e/ou industriais.

A nova solução reduz o acumulo de coque – um tipo de carvão – que vinha acontecendo com a atual tecnologia de CFP. Para contornar o problema era necessário o uso de equipamentos e processos complementares. “No nosso caso, o catalisador que desenvolvemos não forma tanto coque. Isso permite que as reações [químicas] se mantenham ativas por mais tempo e garante o uso de reatores de leito fixo”, explica Calvin Mukarakate, cientista sênior do NREL

O processo chega a ser 50% mais eficiente no aproveitamento do carbono disponível nas matérias-primas do que as tecnologias atuais. Os resultados ambientais também são promissores. Os combustíveis refinados a partir do bio-óleo obtidos chegam a apresentar emissões de carbono 80% menores do que a gasolina de origem fóssil.

Os pesquisadores ainda esperam que novos aprimoramentos reduzam ainda mais os custos. Eles esperam que, no futuro, o processo se mostre capaz converter resíduos florestais, lixo urbano e até plásticos.

Os resultados da pesquisa foram publicados na publicação científica Energy & Environmental Science e podem ser conferidos clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: