Grupo ligado ao Departamento de Energia dos EUA apresentou avanços na conversão de biomassa num tipo de petróleo renovável
Uma parte considerável da dificuldade em descarbonizar a economia global está em desenvolver versões renováveis para a multidão de produtos derivados do petróleo. E se isso não fosse mesmo necessário? E se, ao invés desse trabalho todo, a gente se concentrasse em encontrar um substituto renovável para o petróleo em si mesmo. É isso o que um grupo de pesquisadores ligados ao Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos vem tentando há vários anos.
Uma parte considerável da dificuldade em descarbonizar a economia global está em desenvolver versões renováveis para a multidão de produtos derivados do petróleo. E se isso não fosse mesmo necessário? E se, ao invés desse trabalho todo, a gente se concentrasse em encontrar um substituto renovável para o petróleo em si mesmo. É isso o que um grupo de pesquisadores ligados ao Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos vem tentando há vários anos.
Uma convergência de esforços entre o Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL), Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste (PNNL) e Laboratório Nacional Argonne – os três principais laboratórios especializados em energia do governo dos EUA – pode estar se aproximando desse objetivo.
Um trabalho recém-publicado por cientistas das três instituições detalha um novo processo de pirólise rápida catalítica (CFP, na sigla em inglês) que usa um catalizador bifuncional de platina e dióxido de titânio capaz de aumentar o rendimento e baixar os custos da conversão de biomassa em bio-óleo – o tal petróleo renovável. A técnica vem se mostrando eficiente com diversos tipos de biomassas lignocelulósicas, abrindo a perspectiva para o aproveitamento de resíduos agrícolas e/ou industriais.
A nova solução reduz o acumulo de coque – um tipo de carvão – que vinha acontecendo com a atual tecnologia de CFP. Para contornar o problema era necessário o uso de equipamentos e processos complementares. “No nosso caso, o catalisador que desenvolvemos não forma tanto coque. Isso permite que as reações [químicas] se mantenham ativas por mais tempo e garante o uso de reatores de leito fixo”, explica Calvin Mukarakate, cientista sênior do NREL
O processo chega a ser 50% mais eficiente no aproveitamento do carbono disponível nas matérias-primas do que as tecnologias atuais. Os resultados ambientais também são promissores. Os combustíveis refinados a partir do bio-óleo obtidos chegam a apresentar emissões de carbono 80% menores do que a gasolina de origem fóssil.
Os pesquisadores ainda esperam que novos aprimoramentos reduzam ainda mais os custos. Eles esperam que, no futuro, o processo se mostre capaz converter resíduos florestais, lixo urbano e até plásticos.
Os resultados da pesquisa foram publicados na publicação científica Energy & Environmental Science e podem ser conferidos clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com