Novo produto é eficaz na conversão de óleos vegetais com altos níveis de contaminação
Um grupo de cientistas liderados pela Universidade RMIT, na Austrália, descreveu uma nova classe de catalisadores que poderão facilitar a produção de biodiesel e outros compostos a partir de óleos e gorduras residuais (OGRs) com altos níveis de contaminantes. Os resultados do trabalho foram divulgados esta semana na Nature Catalysis.
Essa nova tecnologia consegue obter níveis rendimentos satisfatórios a partir de matérias-primas altamente degradados. Testes foram feitos com óleos e gorduras contendo até 50% de contaminantes.
“Nosso novo catalisador pode nos ajudar a obter o valor completo de recursos que normalmente iriam para o lixo para avançar a economia circular”, diz Adam Lee, professor da RMIT que é um dos autores do estudo. “Ao aumentar radicalmente a eficiência [de processos industriais], podemos reduzir significativamente a poluição”, completa.
Um grupo de cientistas liderados pela Universidade RMIT, na Austrália, descreveu uma nova classe de catalisadores que poderão facilitar a produção de biodiesel e outros compostos a partir de óleos e gorduras residuais (OGRs) com altos níveis de contaminantes. Os resultados do trabalho foram divulgados esta semana na Nature Catalysis.
Essa nova tecnologia consegue obter níveis rendimentos satisfatórios a partir de matérias-primas altamente degradados. Testes foram feitos com óleos e gorduras contendo até 50% de contaminantes.
“Nosso novo catalisador pode nos ajudar a obter o valor completo de recursos que normalmente iriam para o lixo para avançar a economia circular”, diz Adam Lee, professor da RMIT que é um dos autores do estudo. “Ao aumentar radicalmente a eficiência [de processos industriais], podemos reduzir significativamente a poluição”, completa.
Esponja cerâmica
Para chegar ao novo produto, os pesquisadores se inspiraram a como como as enzimas atuam dentro das células humanas.
Eles desenvolveram uma esponja cerâmica com altíssima porosidade que pode conter diversos componentes ativos. Conforme as moléculas avançam pela estrutura da esponja elas sofrem diferentes reações químicas. Essa foi a primeira vez que um único catalisador multifuncional capaz de realizar reações em sequência.
A nova abordagem oferece maior controle e previsibilidade sobre as transformações químicas tornando os processos mais eficientes. “É como ter uma linha de produção em nanoescala para reações químicas, todas com uma partícula catalítica supereficiente”, compara uma das pesquisadoras do projeto, Karen Wilson.
Segundo a pesquisadora, uma aplicação possível seria a criação de sistemas de pequeno porte para a produção distribuída de biocombustíveis.
Um resumo do artigo pode ser acessado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com