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Novo catalisador a base de açúcar abre perspectivas para o biodiesel

novo catalisador_291013Pesquisadores das universidades Wake Forest e da Virgínia Tech desenvolveram um novo catalisador de baixo custo fabricado a partir de açúcar comum.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Pesquisadores das universidades Wake Forest e da Virgínia Tech desenvolveram um novo catalisador de baixo custo fabricado a partir de açúcar comum.

Nem só de catalisadores enzimáticos vive a promessa de ampliação da base de matérias-primas para a indústria de biodiesel termos biodiesel. Pesquisadores das universidades Wake Forest e da Virgínia Tech – ambas dos Estados Unidos – anunciaram terem usado açúcar comum para sintetizar a um novo catalisador de baixo custo que permitira melhorias no desempenho do processo de esterificação.

A esterificação é uma rota alternativa ao processo de transesterificação e é comumente utilizada na conversão de óleos com altos níveis de ácidos graxos. Hoje, o processo produtivo que se tornou padrão depende do uso de óleos de boa qualidade para manter sua eficiência. Melhorias na esterificação permitiriam que o setor explorasse materiais graxos que hoje são tratados como refugo. Isso diminuiria os custos de produção ao mesmo tempo em que reduziria seu passivo ambiental.

Embora o processo já seja usado há tempos pelos fabricantes comerciais de biodiesel, ele é ainda é caro e ruim para o meio ambiente. Uma das rotas usadas na esterificação é a mistura das matérias-primas com ácido sulfúrico na forma líquida. Esse processo exige o uso de equipamentos especiais e de bases fortes para neutralizar a acidez no produto final, o que acaba aumentando o tempo de produção e os custos do processo de produção. Por ser heterogêneo (sólido), o novo catalisador pode ser filtrado e separado do produto final com maior facilidade.

Em nota divulgada à imprensa pela Virginia Tech, esse novo processo poderia reduzir os custos da esterificação em até 15% para usinas de pequena escala. A tecnologia ainda precisa de mais testes antes de ser validada para escalas de produção maiores.

Resíduos
O processo de esterificação permitiria, por exemplo, a produção a partir de óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) de baixa qualidade e gorduras residuais presentes do esgoto urbano e em efluentes industriais. Esses materiais têm preço de mercado menor do que os óleos vegetais que, hoje, são usados pela indústria.

“Atualmente, nós pagamos para que empresas deem destinação adequada aos esgotos e resíduos oleosos. O que queremos fazer é separar essa gordura do restante dos resíduos e transformá-la em energia”, explica o professor de química da Universidade Wake Forest, Abdou Lachgar, que foi o chefe do projeto.

Segundo o estudo, o uso mais imediato para essa nova tecnologia seria em nações em desenvolvimento ou em ilhas que precisam importar grande parcela da energia que consomem.

Os resultados da pesquisa serão publicados na próxima edição do jornal acadêmico Bioresourse Technology.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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