
Universidades de Sevilha e de Córdoba identificaram patenteiam novo catalisador enzimático para fabricação de biodiesel.
Pesquisadores das universidades espanholas de Sevilha e de Córdoba identificaram uma cepa de bactérias do gênero Terribacillus cujas enzimas têm potencial para substituir os catalisadores usados atualmente pela indústria de biodiesel. A novidade já foi patenteada pelas instituições.
A atual geração de catalisadores utilizados – tanto ácidos quanto básicos – geram contratempos à indústria ao contaminar o biodiesel e seus coprodutos o que exige maior cuidado nos processos de lavagem e de purificação. Os catalisadores enzimáticos poderiam diminuir essa dificuldade.
Segundo a pesquisador do Faculdade de Farmácia da Universidade de Sevilha, Encarnación Mellado, esclarece que a catálise enzimática seria uma das chaves para “conseguir processos industriais mais sustentáveis na produção de biodiesel”. Entre outras vantagens listadas pela pesquisadora, a nova tecnologia poderia permitir a produção de biodiesel em temperatura ambiente o que reduziria a demanda energética da indústria.
Além disso, quando são expostos a óleos de teor de acidez muito elevado, os catalisadores da geração atual acabam formando sabões. Isso reduz o rendimento da reação de transesterificação e aumenta o custo para as usinas. Como as enzimas se saem bem melhor na conversão de matérias-primas, seu uso poderia viabilizar o aproveitamento de óleos de pior qualidade e, portanto, mais baratos.
Prospecção
Para identificar a nova bactéria, os pesquisadores espanhóis coletaram inúmeras amostras de microorganismos presente em instalações ligadas ao processamento de pescado e carnes. Segundo a professora, esses ambientes concentram bactérias que conseguem quebrar as moléculas de gordura tornando-as quimicamente mais simples – um processo que a transesterificação reproduz em escala industrial. “Esses ambientes vivem microorganismos que possuem enzimas capazes de realizar as ações que nos serviriam”, explica a professora.
O processo patenteado já funciona em escala laboratorial, agora os pesquisadores estão a procura de parceiros que possam desenvolver o processo em maior escala.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Pesquisadores das universidades espanholas de Sevilha e de Córdoba identificaram uma cepa de bactérias do gênero Terribacillus cujas enzimas têm potencial para substituir os catalisadores usados atualmente pela indústria de biodiesel. A novidade já foi patenteada pelas instituições.
A atual geração de catalisadores utilizados – tanto ácidos quanto básicos – geram contratempos à indústria ao contaminar o biodiesel e seus coprodutos o que exige maior cuidado nos processos de lavagem e de purificação. Os catalisadores enzimáticos poderiam diminuir essa dificuldade.
Segundo a pesquisador do Faculdade de Farmácia da Universidade de Sevilha, Encarnación Mellado, esclarece que a catálise enzimática seria uma das chaves para “conseguir processos industriais mais sustentáveis na produção de biodiesel”. Entre outras vantagens listadas pela pesquisadora, a nova tecnologia poderia permitir a produção de biodiesel em temperatura ambiente o que reduziria a demanda energética da indústria.
Além disso, quando são expostos a óleos de teor de acidez muito elevado, os catalisadores da geração atual acabam formando sabões. Isso reduz o rendimento da reação de transesterificação e aumenta o custo para as usinas. Como as enzimas se saem bem melhor na conversão de matérias-primas, seu uso poderia viabilizar o aproveitamento de óleos de pior qualidade e, portanto, mais baratos.
Prospecção
Para identificar a nova bactéria, os pesquisadores espanhóis coletaram inúmeras amostras de microorganismos presente em instalações ligadas ao processamento de pescado e carnes. Segundo a professora, esses ambientes concentram bactérias que conseguem quebrar as moléculas de gordura tornando-as quimicamente mais simples – um processo que a transesterificação reproduz em escala industrial. “Esses ambientes vivem microorganismos que possuem enzimas capazes de realizar as ações que nos serviriam”, explica a professora.
O processo patenteado já funciona em escala laboratorial, agora os pesquisadores estão a procura de parceiros que possam desenvolver o processo em maior escala.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com