BiodieselBR
Publicidade

Pesquisadores argentinos desenvolvem catalisador enzimático

catalisadores enzimaticos_argentina_070113Um grupo de pesquisadores argentinos desenvolveu um novo método para a fabricação de catalisadores enzimáticos.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
catalisadores enzimaticos_argentina_070113

Um grupo de pesquisadores argentinos desenvolveu um novo método para a fabricação de catalisadores enzimáticos.

catalisadores enzimaticos_argentina_070113
Um grupo formado por pesquisadores ligadas ao Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnica (Conicet) – principal órgão de fomento à ciência e tecnologia do governo argentino – fez um avanço significativo na pesquisa sobre catalisadores enzimáticos que podem abrir novas perspectivas para o uso dessas substâncias na fabricação de biodiesel. A substituição da atual geração de catalisadores por enzimas tem potencial para permitir o aproveitamento de óleos e gorduras de menor qualidade – e, portanto, mais baratos – na produção do diesel renovável.

O grupo somou forças do Instituto Superior de Investigações Biológicas (Insibio), da Planta Piloto de Processos Industriais Microbiológicos (Proimi) e do Centro de Investigações e Transferência de Santigado de Estero (Citse) para desenvolver uma solução nova para uma das maiores dificuldades no uso industrial dos catalisadores enzimáticos. Como essas substâncias são instáveis, elas precisam ser imobilizadas dentro de um suporte físico que vai protegê-la e garantir que não se degrade antes do tempo. As pesquisadoras argentinas conseguiram realizar essa imobilização através da aplicação de luz visível.

Várias estratégias têm sido tentadas nesse sentido. Uma das mais comuns tem sido unir as enzimas com outras proteínas por meio de agentes químicos diversos, mas esse processo tem diversas desvantagens como baixa eficiência e toxidade. Ao trocar químicos por luz, o novo método reduz a toxidade e os custos de estabilização dos biocatalisadores.

Além de favorecer a produção de biodiesel, o avanço também poderá ter implicações importantes em processos industriais na área farmacêutica e de alimentos.

Segundo um dos pesquisadores responsáveis por esse avanço, Claudio Borsarelli, a ideia surgiu a partir da comparação de resultados obtidos em de diferentes áreas do conhecimento. “É o resultado da interação dos trabalhos entre cientistas de áreas como biotecnologia, biofísica e fotoquímica”

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Conicet
Compartilhar: