

Segundo a OMS, a poluição atmosférica vem se mostrando ainda mais perigosa do que se imaginava, vitimando 6,8 milhões de pessoas todos os anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição atmosférica vem se mostrando ainda mais perigosa do que se imaginava. Estimativas públicas no final do ano passado todos os anos há 6,8 milhões de mortes prematuras diretamente relacionadas à qualidade do ar. Isso é mais do que a AIDS e a Malária matam juntas todos os anos.
A maior parte dessas mortes é provocada pelos chamados poluentes climáticos de vida curta, uma categoria particularmente ampla de substâncias oriundas das mais diversas fontes – a queima combustíveis automotivos, lenha, carvão e a decomposição do lixo sólido. No entanto, o óleo diesel é um dos maiores vilões. Ele está por trás de cerca de 19% das emissões do carbono negro, um contaminante particularmente nocivo produzida quando a combustão acontece de maneira incompleta.
Um estudo do Banco Mundial publicado em 2009 indicava que a adoção de versões diesel com menor teor de enxofre e de melhores tecnologias automotivas poderiam gerar economias da ordem de US$ 6 bilhões por ano nos orçamentos de saúde apenas levantando em conta os países da África Subsaariana.
“A polução do ar está se tornando um dos maiores temas de saúde pública à nossa frente”, disse a diretora de Saúde Pública e Ambiente da OMS, Dra. Maria Neira durante um encontro da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC) realizado em Paris durante os dias 06 e 07 de abril. “Se aumentarmos o acesso à energia limpa, os benefícios para a saúde seriam enormes. Não vemos esse argumento sendo usado frequentemente, mas está claro que preservar a vida humana é um dos fatores que devemos levar em conta para justificar os investimentos em energias alternativas”, completou.
Parceria composta por governos, organizações internacionais e sociedade civil organizada, a CCAC está propondo um plano de ação para a redução dos poluentes de vida curta.
Investimento
Depois de registrar níveis catastróficos de poluição nos últimos meses, o governo chinês pretende investir US$ 16 bilhões nos próximos três anos para controlar a poluição do ar em Pequim.
Na Ásia e na América Latina, o grande problema é a poluição nas grandes cidades provocada pelo uso crescente de veículos e atividades industriais.
Em países menos desenvolvidos, o maior problema o uso de lenha e carvão para cozinhar, iluminar e aquecer ambientes. Embora pareça singela, essa fonte de poluição é igualmente nociva para a saúde humana por emitir grandes quantidades de fumaça e fuligem diretamente nos ambientes onde as famílias passam a maior parte de seus dias.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações: CCAC, Instituto Carbono Brasil e Portal EcoD