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Relatório do IPCC reafirma benefícios dos biocombustíveis

IPCC Bioenergia_150414Um novo relatório do IPCC sobre bioenergia ressaltou os benefícios econômicos dos biocombustíveis. O texto entrará no 5º Relatório de Avaliação do IPCC.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Num relatório divulgado neste último domingo (13), o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) parece estar pronto para fazer as pazes com o setor de biocombustíveis. O relatório “Bioenergia e Mitigação das Mudanças Climáticas: uma avaliação” aponta que a produção de biocombustíveis pode ser economicamente benéfica ao “diversificar a renda agrária e aumentar o emprego rural”

O relatório exemplifica que a indústria Brasileira de etanol gera seis vezes mais empregos do que o setor de petróleo e distribui benefícios por muitos municípios.

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Num relatório divulgado neste último domingo (13), o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) parece estar pronto para fazer as pazes com o setor de biocombustíveis. O relatório “Bioenergia e Mitigação das Mudanças Climáticas: uma avaliação” aponta que a produção de biocombustíveis pode ser economicamente benéfica ao “diversificar a renda agrária e aumentar o emprego rural”

O relatório exemplifica que a indústria Brasileira de etanol gera seis vezes mais empregos do que o setor de petróleo e distribui benefícios por muitos municípios. “A renda do trabalhado [da indústria sucroalcooleira] é maior que as de praticamente todos os outros setores agrícolas e diversos padrões de sustentabilidade foram adotados”, lê-se no texto. 

O documento foi um dos diversos textos fechados durante a reunião do 3º Grupo de Trabalho do IPCC realizada durante a semana passada em Berlim para fechar o capítulo dedicado à mitigação das mudanças climáticas que fará parte do 5º Relatório de Avaliação. 

O relatório faz mais do que fazer um aceno positivo na direção dos biocombustíveis, ele também aponta que há fragilidades nas metodologias por trás do conceito científico de mudanças indiretas no uso da terra (Iluc na sigla em inglês). De forma resumida, os propositores da tese do Iluc consideram que sejam consideradas nos cálculos de ciclo de vida dos biocombustíveis não apenas as emissões causadas por mudanças diretas no uso do solo – aquelas que ocorrem quando florestas são derrubadas para dar lugar a culturas energéticas –, mas, também, as de todas as lavoras que forem desalojadas para dar lugar a culturas energéticas. 

Essa noção tem conquistado muita atenção na Europa onde se tornou uma grande pedra no sapado dos defensores dos biocombustíveis de 1ª geração. 

O texto do IPCC aponta que as “estimativas globais das mudanças de uso da terra são altamente incertas”. Também considera que as culturas energéticas geram coprodutos com valor alimentar que ajudariam a diluir as emissões relacionadas à produção de biocombustíveis.

Essa postura parece uma reversão da postura inicial do IPCC em relação aos biocombustíveis. A representação do governo brasileiro chegou a se posicionar contra uma passagem que declarava “haver alto grau de confiança” de que a produção de bioenergia criava riscos para ecossistemas e a biodiversidade do sumário para formuladores de políticas.

O relatório “Mudança Climática 2014: mitigação e mudança climática” será divulgado hoje (15) e estará disponível aqui. 

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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