Reportagem publicada pelo Estadão parecia inidicar que a SPTrans estaria prestes a banir o biodiesel da Ecofrota, a verdade parece não ser bem assim.Em sua edição do sábado (12) passado, O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem que deu o que falar dentro do setor de biodiesel. O texto publicado pelo jornal dava a entender que a SPTrans estaria a um passo de banir as iniciativas de uso de misturas ampliadas de biodiesel da Ecofrota – o programa da Prefeitura de São Paulo que incentiva o uso de combustíveis alternativos na sua frota de transportes coletivos.
A reportagem estava pautada sobre uma entrevista com o diretor financeiro da SPTrans, Adauto Farias, segundo o qual a empresa teria “dúvidas do ponto de vista técnico se essa alternativa é a que melhor se adapta às exigências da legislação”.

Em sua edição do sábado (12) passado, O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem que deu o que falar dentro do setor de biodiesel. O texto publicado pelo jornal dava a entender que a SPTrans estaria a um passo de banir as iniciativas de uso de misturas ampliadas de biodiesel da Ecofrota – o programa da Prefeitura de São Paulo que incentiva o uso de combustíveis alternativos na sua frota de transportes coletivos.
A reportagem estava pautada sobre uma entrevista com o diretor financeiro da SPTrans, Adauto Farias, segundo o qual a empresa teria “dúvidas do ponto de vista técnico se essa alternativa é a que melhor se adapta às exigências da legislação”.
Mas BiodieselBR.com foi atrás de explicações da empresa que administra o sistema de transportes públicos da maior cidade brasileira e, pelo jeito, esse não é o caso. “A SPTrans esclarece que (...) em nenhum momento foi questionado o desempenho do B20 como combustível”, diz a assessoria de imprensa da empresa por meio de nota encaminhada por e-mail.
De acordo com a apuração realizada por esta reportagem, a única dúvida da SPTrans sobre o biodiesel diz respeito a sua capacidade de ser usado puro no médio prazo. A Lei de Mudanças Climáticas da cidade de São Paulo (Lei Municipal 14.933) prevê que as frotas das operadoras de transportes públicos deixem de usar combustíveis fósseis até 2018. Como a atual geração de motores só é certificada para usar misturas de biodiesel de 20% no máximo, isso seria um impedimento à continuidade do biodiesel na Ecofrota que ficaria restrita à outras soluções tecnológicas como o diesel de cana da Amyris, o etanol e os veículos elétricos.
B20
Hoje, o maior projeto de uso do B20 é o da Viação Itaim Paulista (VIP). A empresa chegou a ter 1.200 carros rodando com B20 – o maior projeto desse tipo do planeta.
Atualmente, o projeto de uso de biodiesel da VIP está paralisado. Segundo a empresa, o motivo é completa uma rodada de reformas e readequações nas instalações de abastecimento de suas garagens. Contudo, o plano é retomar a iniciativa nos próximos meses e até ampliá-la para toda a frota da empresa que tem cerca de 3.500 ônibus.
Segundo o vice-presidente da B100 Participações – empresa que administra o projeto da VIP –, Paulo Mendes, até o momento a SPTrans não se pronunciou contra o uso do B20, “A VIP é uma prestadora de serviço para a municipalidade e a SPTrans é quem administra o contrato. Então, eles poderiam nos proibir de usar biodiesel se assim decidirem, mas, até agora, isso não aconteceu”, explica Mendes.
Questionada sobre se havia a intenção de barrar o projeto da VIP, a SPTrans informou apenas que os pedidos para abastecimento de veículos com combustíveis limpos, serão “analisados individualmente”.
Euro 6
No fim das contas, tudo isso pode, muito bem, ser um não problema. Segundo Mendes, além de todos os grandes fabricantes garantirem seus motores diesel para rodarem com B20 ou mais, os novos motores Euro 6 já saem de fábrica prontos para usar biodiesel puro. “Temos os laudos dos sistemistas com exaustivos testes aprovando o B20 e os motores Euro 6 que já poderiam rodar com B100”, esclarece garantindo que os motores da nova geração já representam quase 40% da frota da Viação Itaim Paulista (VIP) – uma das maiores operadoras de ônibus paulistana para a qual a B100 desenvolve o projeto de uso do B20.
Hoje, a frota da VIP tem cinco anos de idade o que indica que, até 2018, uma parcela bem maior já poderá rodar usando B100 sem qualquer problema. Além disso, os contratos da SPTrans com as operadoras de transportes públicos estabelecem o ritmo em que essas empresas precisam renovar suas frotas o que, em tese, permitiria manter o biodiesel dentro da Ecofrota sem maiores transtornos.
Ainda segundo o Mendes, hoje o biodiesel seria a saída mais viável para uma substituição completa do diesel na matriz de transportes públicos paulistana. “Você poderia usar o diesel de cana da Amyris, mas ele tem dois problemas: não tem capacidade produtiva suficiente e ele custa R$ 7 por litro. No caso dos ônibus elétricos, além de também precisar trocar toda a frota, seriam necessários investimentos enormes para instalar a aérea rede de eletricidade”, aponta.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A reportagem estava pautada sobre uma entrevista com o diretor financeiro da SPTrans, Adauto Farias, segundo o qual a empresa teria “dúvidas do ponto de vista técnico se essa alternativa é a que melhor se adapta às exigências da legislação”.

Em sua edição do sábado (12) passado, O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem que deu o que falar dentro do setor de biodiesel. O texto publicado pelo jornal dava a entender que a SPTrans estaria a um passo de banir as iniciativas de uso de misturas ampliadas de biodiesel da Ecofrota – o programa da Prefeitura de São Paulo que incentiva o uso de combustíveis alternativos na sua frota de transportes coletivos.
A reportagem estava pautada sobre uma entrevista com o diretor financeiro da SPTrans, Adauto Farias, segundo o qual a empresa teria “dúvidas do ponto de vista técnico se essa alternativa é a que melhor se adapta às exigências da legislação”.
Mas BiodieselBR.com foi atrás de explicações da empresa que administra o sistema de transportes públicos da maior cidade brasileira e, pelo jeito, esse não é o caso. “A SPTrans esclarece que (...) em nenhum momento foi questionado o desempenho do B20 como combustível”, diz a assessoria de imprensa da empresa por meio de nota encaminhada por e-mail.
De acordo com a apuração realizada por esta reportagem, a única dúvida da SPTrans sobre o biodiesel diz respeito a sua capacidade de ser usado puro no médio prazo. A Lei de Mudanças Climáticas da cidade de São Paulo (Lei Municipal 14.933) prevê que as frotas das operadoras de transportes públicos deixem de usar combustíveis fósseis até 2018. Como a atual geração de motores só é certificada para usar misturas de biodiesel de 20% no máximo, isso seria um impedimento à continuidade do biodiesel na Ecofrota que ficaria restrita à outras soluções tecnológicas como o diesel de cana da Amyris, o etanol e os veículos elétricos.
B20
Hoje, o maior projeto de uso do B20 é o da Viação Itaim Paulista (VIP). A empresa chegou a ter 1.200 carros rodando com B20 – o maior projeto desse tipo do planeta.
Atualmente, o projeto de uso de biodiesel da VIP está paralisado. Segundo a empresa, o motivo é completa uma rodada de reformas e readequações nas instalações de abastecimento de suas garagens. Contudo, o plano é retomar a iniciativa nos próximos meses e até ampliá-la para toda a frota da empresa que tem cerca de 3.500 ônibus.
Segundo o vice-presidente da B100 Participações – empresa que administra o projeto da VIP –, Paulo Mendes, até o momento a SPTrans não se pronunciou contra o uso do B20, “A VIP é uma prestadora de serviço para a municipalidade e a SPTrans é quem administra o contrato. Então, eles poderiam nos proibir de usar biodiesel se assim decidirem, mas, até agora, isso não aconteceu”, explica Mendes.
Questionada sobre se havia a intenção de barrar o projeto da VIP, a SPTrans informou apenas que os pedidos para abastecimento de veículos com combustíveis limpos, serão “analisados individualmente”.
Euro 6
No fim das contas, tudo isso pode, muito bem, ser um não problema. Segundo Mendes, além de todos os grandes fabricantes garantirem seus motores diesel para rodarem com B20 ou mais, os novos motores Euro 6 já saem de fábrica prontos para usar biodiesel puro. “Temos os laudos dos sistemistas com exaustivos testes aprovando o B20 e os motores Euro 6 que já poderiam rodar com B100”, esclarece garantindo que os motores da nova geração já representam quase 40% da frota da Viação Itaim Paulista (VIP) – uma das maiores operadoras de ônibus paulistana para a qual a B100 desenvolve o projeto de uso do B20.
Hoje, a frota da VIP tem cinco anos de idade o que indica que, até 2018, uma parcela bem maior já poderá rodar usando B100 sem qualquer problema. Além disso, os contratos da SPTrans com as operadoras de transportes públicos estabelecem o ritmo em que essas empresas precisam renovar suas frotas o que, em tese, permitiria manter o biodiesel dentro da Ecofrota sem maiores transtornos.
Ainda segundo o Mendes, hoje o biodiesel seria a saída mais viável para uma substituição completa do diesel na matriz de transportes públicos paulistana. “Você poderia usar o diesel de cana da Amyris, mas ele tem dois problemas: não tem capacidade produtiva suficiente e ele custa R$ 7 por litro. No caso dos ônibus elétricos, além de também precisar trocar toda a frota, seriam necessários investimentos enormes para instalar a aérea rede de eletricidade”, aponta.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com