Volume de óleo de soja usado na produção de biodiesel é recorde
O volume de biodiesel produzido de óleo de soja foi recorde em toda a história do PNPB. Os dados foram divulgados pela ANP no Boletim Mensal do Biodiesel.
BiodieselBR.com ··4 min de leitura
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O óleo de soja conquistou sua maior participação no mercado de matérias-primas para a indústria brasileira do biodiesel em praticamente dois anos. O volume fabricado foi recorde. O número foi divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).
O óleo de soja cravou 80,8% no mix de matérias-primas do setor de biodiesel no mês de maio, essa foi a maior fatia conquistada por esta matéria-prima em praticamente dois anos (em junho de 2013, ela ficou com 81,3%). O número foi divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).
Considerando que nesse mês a produção das usinas brasileiras foi de 338,8 milhões de litros, o óleo de soja correspondeu a 273,7 milhões de litros. Isso equivale ao óleo proveniente do esmagamento de 1,31 milhão de toneladas de soja em grão.
O volume é recorde. Antes de maio de 2015, o maior volume de óleo de soja consumido pela indústria havia sido registrado em dezembro de 2014 quando as usinas absorveram 254,2 milhões de litros do insumo.
Na comparação mês a mês, o óleo de soja avançou 3,2% entre abril e maio. Já na comparação com maio do ano passado o crescimento da soja é um pouco menor, com 2,7% de crescimento.
Dessa vez não houve discrepância entre o volume contabilizado pela agência reguladora e o usado nos dados de matéria-prima.
Sebo e algodão
Já o sebo bovino – a segunda matéria-prima mais importante para mercado – viu sua participação minguar de 18% em março para 15,8% em maio. Essa foi a menor fatia do sebo no mercado de biodiesel desde julho do ano passado quando registrou com 15,6%.
Em termos volumétricos foram 53,6 milhões de litros de biodiesel de sebo – queda de 8,3% sobre o volume de abril – e o pior resultado desde a implantação do B7 em novembro passado.
O óleo de algodão ficou com 0,6% do mercado ou, pouco menos, de 2 milhões de litros. Ficando, pelo segundo mês consecutivo, baixou da marca de um ponto percentual de participação.
Por causa disso, o algodão ficou novamente atrás da categoria “outros” que teve participação de quase 2% ou 6,7 milhões de litros fabricados – também abaixo dos 2,3% de abril.
Regionais
O avanço da soja não foi somente nacional. Ela se tornou a matéria-prima dominante em cada uma das cinco regiões brasileiras.
No Centro-Oeste a dominância da soja é bem superior, com 91,2% do mercado. Isso apesar do fato das usinas dessa região terem a maior diversidade de matérias-primas com sete tipos diferentes de óleos e gorduras registrados – soja, sebo, algodão, outros materiais graxos, óleo de fritura usado, gordura de porco e de frango.
O Sul tem cinco tipos diferentes de matérias-primas listadas enquanto as demais regiões têm somente três.
Percentualmente, o Sudeste foi a região com menor predominância da soja (60%) com o sebo (39%) e o óleo de fritura usado (1%) complementando o mercado. Um mês antes, o sebo havia ocupado o topo do ranking com 49,5%.
Anualizados
No ano, o óleo de soja já soma 1,2 bilhão de litros de biodiesel ou 76,7% do mercado. Pelo andar da carruagem, 2015 terá a maior parcela de soja no mix da indústria desde 2011 quando o mercado ficou de 81,2%.
As outras matérias-primas com mais de 1 ponto percentual de participação foram: o sebo bovino com 19,6% ou 306,1 milhões de litros; o óleo de algodão com 1,15% ou 17,9 milhões de litros; e “outros” com 1,1% e 17,2 milhões de litros.
Dois anos atrás
A última vez em que o óleo de soja havia ultrapassado a marca de 80% do mercado de matérias-primas consumidas pelo setor de biodiesel, foi em julho de 2013 quanto ficou com uma fatia de 80,4% das 247,6 milhões de litros fabricados no período.
Esse nível de dependência em relação à soja foi relativamente comum para a indústria de biodiesel brasileira entre os anos de 2010 e 2011. Desde então, a participação deste insumo tem variado mais ou menos na faixa dos 75%