Soja perdeu participação em setembro enquanto as matérias-primas desconhecidas avançaram e já se aproximam novamente dos 10%
Depois de bater dois recordes seguidos, o consumo de soja pelo setor de biodiesel deu um passo – ainda que pequeno – atrás. Os dados que mostram o recuo foram publicados nessa terça-feira (31) na edição mais recente do Boletim Mensal do Biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Depois de bater dois recordes seguidos, o consumo de soja pelo setor de biodiesel deu um passo – ainda que pequeno – atrás. Os dados que mostram o recuo foram publicados nessa terça-feira (31) na edição mais recente do Boletim Mensal do Biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Não que ele tenha recuado tanto assim: com 254,7 mil toneladas de óleo de soja consumidas, setembro fica com a terceira colocação no histórico do setor.
A principal razão dessa queda foi uma mudança na matriz de matérias-primas da indústria. A soja perdeu quase 2,5% de participação e encerrou setembro com um pouco menos de 70,1% do mercado.
Como o volume de biodiesel fabricado no mês também ficou um pouquinho menor, a quantidade de biodiesel de óleo de soja foi de 279,3 milhões de litros – 10,7 milhões menos que em agosto.
Para atender à demanda das usinas de biodiesel, foi necessário processar 1,34 milhão de toneladas de soja em grão. No ano, já são mais de 10,6 milhões de toneladas processadas para atender o setor – esse valor é um pouco menor que os 10,8 milhões de toneladas que haviam sido moídas no ano passado.
O sebo bovino também apresentou uma queda de participação ficando com 14,2% do mercado. Foram 56,7 milhões de litros fabricados no periodo.
O biodiesel de sebo continua liderando a produção das usinas nas regiões Norte (100%) e Sudeste (39,5%). Embora tenha uma fatia menor, a parcela do de biodiesel fabricado com gordura bovina no Sul também voltou a crescer chegando a 14,8%.
Desconhecidas
A queda da soja e do sebo foi compensada principalmente por um retorno da produção a partir de matérias-primas desconhecidas – ‘outros materiais graxos’ no linguajar da ANP – que chegaram a 9,9% do mercado em setembro. Nordeste (14,9%), Centro-Oeste (14,1%) e Sudeste (11,5%) puxaram para cima o indicador.
Com isso, o mês de setembro se encerrou com 39,4 milhões de litros de biodiesel dos quais o mercado não temos ideia do que foram feitos.
Somadas às demais matérias-primas minoritárias, cerca de 15,7% – 62,6 milhões de litros – foram fabricadas a partir de fontes diferentes de soja e do sebo bovino.
Esse é o menor resultado em termos de diversificação do mercado desde junho.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Depois de bater dois recordes seguidos, o consumo de soja pelo setor de biodiesel deu um passo – ainda que pequeno – atrás. Os dados que mostram o recuo foram publicados nessa terça-feira (31) na edição mais recente do Boletim Mensal do Biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Não que ele tenha recuado tanto assim: com 254,7 mil toneladas de óleo de soja consumidas, setembro fica com a terceira colocação no histórico do setor.
A principal razão dessa queda foi uma mudança na matriz de matérias-primas da indústria. A soja perdeu quase 2,5% de participação e encerrou setembro com um pouco menos de 70,1% do mercado.
Como o volume de biodiesel fabricado no mês também ficou um pouquinho menor, a quantidade de biodiesel de óleo de soja foi de 279,3 milhões de litros – 10,7 milhões menos que em agosto.
Para atender à demanda das usinas de biodiesel, foi necessário processar 1,34 milhão de toneladas de soja em grão. No ano, já são mais de 10,6 milhões de toneladas processadas para atender o setor – esse valor é um pouco menor que os 10,8 milhões de toneladas que haviam sido moídas no ano passado.
O sebo bovino também apresentou uma queda de participação ficando com 14,2% do mercado. Foram 56,7 milhões de litros fabricados no periodo.
O biodiesel de sebo continua liderando a produção das usinas nas regiões Norte (100%) e Sudeste (39,5%). Embora tenha uma fatia menor, a parcela do de biodiesel fabricado com gordura bovina no Sul também voltou a crescer chegando a 14,8%.
Desconhecidas
A queda da soja e do sebo foi compensada principalmente por um retorno da produção a partir de matérias-primas desconhecidas – ‘outros materiais graxos’ no linguajar da ANP – que chegaram a 9,9% do mercado em setembro. Nordeste (14,9%), Centro-Oeste (14,1%) e Sudeste (11,5%) puxaram para cima o indicador.
Com isso, o mês de setembro se encerrou com 39,4 milhões de litros de biodiesel dos quais o mercado não temos ideia do que foram feitos.
Somadas às demais matérias-primas minoritárias, cerca de 15,7% – 62,6 milhões de litros – foram fabricadas a partir de fontes diferentes de soja e do sebo bovino.
Esse é o menor resultado em termos de diversificação do mercado desde junho.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com