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Soja perde espaço enquanto minoritárias ganham força no mês de julho

No mês de julho, a participação da soja declinou pelo quarto mês seguido enquanto as materias-primas minoritárias apresentaram um avanço.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Esse vem sendo um ano interessante no que diz respeito à matriz de matérias-primas que compõem o biodiesel brasileiro. Por um lado, o óleo de algodão – que, durante muito tempo, formou com o óleo de soja e o sebo bovino um verdadeiro triunvirato – está cada vez mais nas margens. Pelo outro, matérias-primas que, antes, passavam quase despercebidas vêm conquistando mais espaço.

Esse vem sendo um ano interessante no que diz respeito à matriz de matérias-primas que compõem o biodiesel brasileiro. Por um lado, o óleo de algodão – que, durante muito tempo, formou com o óleo de soja e o sebo bovino um verdadeiro triunvirato – está cada vez mais nas margens. Pelo outro, matérias-primas que, antes, passavam quase despercebidas vêm conquistando mais espaço.

Uma delas – os outros materiais graxos – roubou a cena no mês de julho. Segundo dados recém divulgados pela ANP ela mais que dobrou sua fatia de mercado em apenas um mês abocanhando quase 4,9% da preferência das usinas com uma produção de 16,3 milhões de litros de biodiesel fabricados só naquele mês. Esse é, de longe, o maior desempenho mensal para essa matéria-prima desde que a ANP começou a compilar estatísticas em outubro de 2008.

O recorde anterior havia sido em novembro de 2011 quando as outras tiveram 4,1% de mercado.

Na verdade, foi um salto bastante repentino, tanto em relação ao desempenho de junho, quando as outras ficaram com 2% de market share, quanto sobre a média mensal deste ano, que está abaixo dos 2,5%.

Minoritárias

Há sinais positivos vindos também do óleo de algodão que, depois de dois meses de participação, na segunda casa decimal voltou a crescer um pouco. Em julho, quase 0,5% da produção veio desta fonte que teve 1,6 milhão de litros.

Esse foi seu melhor resultado em cinco meses.

Já a gordura suína deu um passo atrás. Depois de quatro meses consecutivos com participações de mercado acima de um ponto percentual, ela teve apenas 0,8% em julho com 2,7 milhões de litros fabricados.

Descontada a produção de biodiesel a partir de óleo de soja e sebo bovino, as minoritárias chegaram perto de 7,2% de participação. Em termos de participação, o resultado não é tão bom quanto o de janeiro de 2016 quando mais de 7,6% do biodiesel produzido veio de óleos e gorduras minoritários.

Se considerarmos apenas os volumes, julho fica com a dianteira. Foram 24,2 milhões de litros contra 20,7 milhões de litros no primeiro mês do ano. Mas ainda não é um recorde. Em janeiro de 2013, as minoritárias totalizaram 11% do mercado com 24,9 milhões de litros produzidos.

Soja e Sebo

Enquanto isso, a soja e o sebo – primeira e segunda colocadas do ranking – registravam quedas. Nada que realmente ameace o status quo.

No caso da soja, essa representa a quarta queda consecutiva. Desde abril, quando abocanhou 81,2% do mercado, a oleaginosa mais importante do país já perdeu 2,5 pontos percentuais de participação no mercado de biodiesel.

Em julho, 265,4 milhões de litros de biodiesel de soja foram fabricados no Brasil. São 32,2 milhões de litros a mais do que em junho, graças à aceleração na atividade das empresas do setor. Com isso, as usinas absorveram o equivalente em óleo ao esmagamento de 1,27 milhão de toneladas de soja em grão.

De janeiro até julho, a produção já atinge a marca de 1,72 bilhão de litros – 78,2% do total – com aproximadamente 8,26 milhões de toneladas de soja esmagados apenas para dar conta do mercado de biocombustível.

Já o sebo bovino que vinha ganhando mercado desde abril, perdeu 1,7 ponto percentual em julho registrando uma produção de 47,8 milhões de litros.

No ano, temos 356 milhões de litros de biodiesel de sebo fabricados, que equivalem a pouco menos 16,2% da produção total.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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