Em geral, a participação do óleo de soja na produção de biodiesel sobe durante todo o primeiro semestre e começa a cair a partir de julho. Dessa vez, no entanto, o pico parece ter chegado um pouco mais cedo que o normal. Em maio, a principal matéria-prima do setor teve 80,7% do mercado, cerca de meio ponto percentual menos que no mês de abril.
Em geral, a participação do óleo de soja na produção de biodiesel sobe durante todo o primeiro semestre e começa a cair a partir de julho. Dessa vez, no entanto, o pico parece ter chegado um pouco mais cedo que o normal. Em maio, a principal matéria-prima do setor teve 80,7% do mercado, cerca de meio ponto percentual menos que no mês de abril.
Somada a queda na fatia da soja com o recuo na produção das usinas durante maio, a demanda por óleo de soja pelo segmento ficou 17,7 milhões de litros menor. Mesmo consideravelmente menor que no mês anterior, a quantidade deste insumo absorvido pela indústria foi considerável. Cerca de 265,2 milhões de litros de biodiesel de soja foram produzidos em maio. Com a óbvia exceção abril, esse foi o maior volume mensal desde agosto de 2015.
No somatório parcial do ano, a demanda chega a 1,2 bilhão de litros – participação equivalente a 77,8%. Isso equivale ao produto do esmagamento de pouco menos de 5,87 milhões de toneladas de soja em grão.
Crescimento para baixo
Em termos relativos, a contração do óleo de soja foi compensada quase integralmente pelo crescimento do sebo bovino que ficou com 15,3% do mercado – cerca de 0,5% de crescimento na comparação mês a mês.
Contudo, o volume de biodiesel fabricado com sebo também acabou andando para trás por conta a produção das usinas. Pouco mais 50,3 milhões de litros de biodiesel de sebo foram produzidos – 1,2 milhão de litros menos que no mês de abril e menor resultado absoluto deste ano.
No mercado do Sudeste, o sebo se manteve como a matéria-prima mais consumida – 48% de participação – com uma fatia grande também no Nordeste com praticamente um terço do biodiesel sendo feito a partir de gordura bovina.
Até agora, foram produzidos 261,7 milhões de litros de biodiesel de sebo.
Bronze disputado
Enquanto, no topo as coisas se mantiveram relativamente estáveis, no andar de baixo a disputa por market share permaneceu relativamente animada.
O caroço de algodão continua desmoronando e, no mês, ficou com apenas 0,06% do mercado nacional em maio com uma produção de magros 197 m³. O pior resultado do mês. Essa participação se deve exclusivamente ao mercado do Centro-Oeste onde o algodão ficou com 0,13% da produção.
Já os “outros materiais graxos” recuperaram boa parte da participação que haviam perdido em abril e fecharam maio com 1,7% e 5,6 milhões de litros de biodiesel fabricados. No ano, essa matéria-prima já tem 2% do mercado de biodiesel ou 32,6 milhões de litros
A gordura de porco também merece um pouco mais de atenção. Nos últimos três meses, ela ficou constantemente acima de 1% de mercado de biodiesel e ficou com 1,15% em maio com 3,8 milhões de litros.
Com mais esse resultado, a gordura de porco já empatou com o óleo de algodão no apurado geral do ano com 1% de mercado e 15,7 milhões de litros fabricados.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Em geral, a participação do óleo de soja na produção de biodiesel sobe durante todo o primeiro semestre e começa a cair a partir de julho. Dessa vez, no entanto, o pico parece ter chegado um pouco mais cedo que o normal. Em maio, a principal matéria-prima do setor teve 80,7% do mercado, cerca de meio ponto percentual menos que no mês de abril.
Somada a queda na fatia da soja com o recuo na produção das usinas durante maio, a demanda por óleo de soja pelo segmento ficou 17,7 milhões de litros menor. Mesmo consideravelmente menor que no mês anterior, a quantidade deste insumo absorvido pela indústria foi considerável. Cerca de 265,2 milhões de litros de biodiesel de soja foram produzidos em maio. Com a óbvia exceção abril, esse foi o maior volume mensal desde agosto de 2015.
No somatório parcial do ano, a demanda chega a 1,2 bilhão de litros – participação equivalente a 77,8%. Isso equivale ao produto do esmagamento de pouco menos de 5,87 milhões de toneladas de soja em grão.
Crescimento para baixo
Em termos relativos, a contração do óleo de soja foi compensada quase integralmente pelo crescimento do sebo bovino que ficou com 15,3% do mercado – cerca de 0,5% de crescimento na comparação mês a mês.
Contudo, o volume de biodiesel fabricado com sebo também acabou andando para trás por conta a produção das usinas. Pouco mais 50,3 milhões de litros de biodiesel de sebo foram produzidos – 1,2 milhão de litros menos que no mês de abril e menor resultado absoluto deste ano.
No mercado do Sudeste, o sebo se manteve como a matéria-prima mais consumida – 48% de participação – com uma fatia grande também no Nordeste com praticamente um terço do biodiesel sendo feito a partir de gordura bovina.
Até agora, foram produzidos 261,7 milhões de litros de biodiesel de sebo.
Bronze disputado
Enquanto, no topo as coisas se mantiveram relativamente estáveis, no andar de baixo a disputa por market share permaneceu relativamente animada.
O caroço de algodão continua desmoronando e, no mês, ficou com apenas 0,06% do mercado nacional em maio com uma produção de magros 197 m³. O pior resultado do mês. Essa participação se deve exclusivamente ao mercado do Centro-Oeste onde o algodão ficou com 0,13% da produção.
Já os “outros materiais graxos” recuperaram boa parte da participação que haviam perdido em abril e fecharam maio com 1,7% e 5,6 milhões de litros de biodiesel fabricados. No ano, essa matéria-prima já tem 2% do mercado de biodiesel ou 32,6 milhões de litros
A gordura de porco também merece um pouco mais de atenção. Nos últimos três meses, ela ficou constantemente acima de 1% de mercado de biodiesel e ficou com 1,15% em maio com 3,8 milhões de litros.
Com mais esse resultado, a gordura de porco já empatou com o óleo de algodão no apurado geral do ano com 1% de mercado e 15,7 milhões de litros fabricados.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com