Soja atinge 83% entre matérias-primas do biodiesel em julho
A soja ampliou sua liderança entre as matérias-primas mais usadas pela indústria. Em julho, 83,1% da produção das usinas dependeu da oleaginosa.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
Texto
A soja aumentou mais uma vez sua liderança na lista das matérias-primas mais usadas pela indústria do biodiesel do Brasil. Em julho, 83,1% da produção das usinas dependeu do óleo extraído da principal oleaginosa brasileira. Esse foi o quinto mês seguido de elevação e – graças ao avanço na produção – bateu o recorde de demanda deste insumo pelas usinas.
A soja aumentou mais uma vez sua liderança na lista das matérias-primas mais usadas pela indústria do biodiesel do Brasil. Em julho, 83,1% da produção das usinas dependeu do óleo extraído da principal oleaginosa brasileira. Esse foi o quinto mês seguido de elevação e – graças ao avanço na produção – bateu o recorde de demanda deste insumo pelas usinas.
Nada menos que 277,1 milhões de litros de soja foram transformados em biocombustível nas plantas brasileiras ao longo do mês passado. Isso corresponde ao óleo de 1,3 milhão de toneladas do grão. Considerando a demanda dos últimos 7 meses, mais de 8,3 milhões de toneladas de soja foram esmagados para abastecer à demanda de óleo criada pelo do PNPB.
Computados todos os resultados do ano até agora, a soja já tem mais de 78,5% de participação no mercado. Um salto de quase quatro pontos percentuais sobre o resultado de 2014.
Perdedor
O sebo bovino foi – mais uma vez – o grande perdedor de mercado. A matéria-prima ficou com menos de 13,4% do total, o que equivale a 44,6 milhões de litros de biodiesel fabricados no período. De janeiro (mês em que teve sua maior fatia no ano com 23%) até agora, a gordura bovina perdeu praticamente 10 pontos percentuais.
Apesar disso, o subproduto dos frigoríficos manteve sua colocação como segunda matéria-prima mais importante para o PNPB, com 18,1% do mercado deste ano. O que equivale a pouco mais de 401 milhões de litros de biocombustível.
A corrida mais animada no momento neste momento é pelo terceiro lugar do ranking onde o óleo de algodão recuperou sua tradicional terceira colocação e cravou 1,3% de participação. Durante os últimos três meses, o algodão esteve abaixo de 1% e foi superado de forma consistente pela categoria “outros materiais graxos”.
No apurado do ano, essas duas matérias-primas estão virtualmente empatadas com 1% de mercado e cerca de 23 milhões de litros fabricados para cada uma delas.
Perfil Regional
A recuperação do algodão se deve principalmente ao mercado do Nordeste onde ele teve 10,3% do mercado o que lhe valeu praticamente 2,9 milhões de litros fabricados.
Já a categoria “outros” teve seu principal refúgio na Região Norte, na qual 100% dos 1,5 milhão de litros biodiesel fabricados durante o mês de agosto foram produzidos a partir de óleos e gorduras agrupados nessa categoria.
Tirando isso, a distribuição das matérias-primas pelas diferentes regiões brasileiras tem relativamente poucas surpresas com a soja e o sebo em primeiro e segundo lugares com diferentes percentuais de participação.
Este mês, o fiel da balança que puxou o mercado na direção da soja foi o Centro-Oeste onde a soja ficou com 90% do mercado e o sebo com menos de 8,4%. Nas demais regiões brasileiras, a composição do mercado foi um pouco mais favorável ao sebo.