Segunda matéria-prima mais consumida pela indústria de biodiesel perdeu quase quatro pontos percentuais de participação
Depois de uma breve recuperação no mês de janeiro – quando teve sua melhor performance em dois anos –, o sebo bovino voltou a perder espaço entre as matérias-primas mais consumidas pelo setor de biodiesel. O subproduto da indústria frigorifica perdeu quase 3,8% de participação, cedendo espaço para o óleo de soja e as matérias-primas desconhecidas.
Depois de uma breve recuperação no mês de janeiro – quando teve sua melhor performance em dois anos –, o sebo bovino voltou a perder espaço entre as matérias-primas mais consumidas pelo setor de biodiesel. O subproduto da indústria frigorifica perdeu quase 3,8% de participação, cedendo espaço para o óleo de soja e as matérias-primas desconhecidas.
Com menos sebo e a soja da temporada 2017/18 começando a chegar no mercado, a participação dessa oleaginosa aumentou para 67,6% em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, a participação do óleo de soja estava um pouco abaixo – 66,4% – do patamar atual.
Considerando a produção reportada pela ANP de forma preliminar, a produção de biodiesel de óleo de soja chegou a 228,8 milhões de litros o que corresponde ao esmagamento de, aproximadamente, 1,1 milhão de toneladas do grão. O volume processado ficou praticamente estável – crescimento de módicos 2,5% – em relação ao mês anterior.
Somado o resultado do primeiro bimestre de 2018, temos 2,17 milhões de toneladas de soja em grão processada.
As matérias-primas desconhecidas também apresentaram ganho em fevereiro ficando com 10,8% e participação e 36,5 milhões de litros fabricados. Esse crescimento foi puxado principalmente pelo consumo nas regiões Nordeste e Centro Oeste, nas demais regiões o percentual ficou estável ou apresentou decréscimo de um mês para o outro.
Em termos percentuais, essa foi a maior fatia de mercado ocupada por essa classe de matérias-primas desde junho do ano passado quando as desconhecidas ficaram com 12%.
Diversificação
As matérias-primas minoritárias também tiveram uma pequena expansão ganho no mês ficando com 7,4% do total de biodiesel fabricado – o equivalente a 25 milhões de litros de biodiesel.
A gordura de porco foi a que se saiu melhor no mês com pouco mais de 2,4% de participação do mercado. São 8,2 milhões de litros.
Entre as matérias-primas menos representativas, o óleo de fritura usado foi a que mais cresceu no período. De janeiro para fevereiro, ela ganhou pouco mais de 0,6% para ficar com 1,8% do mercado total. Foi mais de 6,2 milhões de litros no mês passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com