Participação da soja na produção de biodiesel cai pelo 4º mês seguido
Segundo dados divulgados hoje pela ANP, a participação do oleo de soja na produção de biodiesel em novembro foi a menor registrada até esse momento.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Novembro foi um mês com menos soja e mais sebo e caroço de algodão. Esse é o resumo dos dados sobre a utilização de matérias-primas pelas usinas disponibilizado hoje pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Novembro foi um mês com menos soja e mais sebo e caroço de algodão. Esse é o resumo dos dados sobre a utilização de matérias-primas pelas usinas disponibilizado hoje pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a agência reguladora, o óleo de soja ficou com 68,9% do mercado de biodiesel em novembro – um ponto percentual a menos do que em outubro. Esse foi o menor nível de consumo do óleo pela indústria de biodiesel no ano e o segundo mês seguido em que a fatia de mercado fica abaixo dos 70%.
Uma retração como essa não era verificada desde o final de 2013 quando a soja chegou a ficar um trimestre inteiro abaixo dos 70%.
Entressafra
A retração da soja entre os meses finais do ano e iniciais do ano seguinte é esperada a medida em que chegamos à fase mais aguda da entressafra da oleaginosa levando as usinas a optarem por matérias-primas alternativas.
Quem costuma ganhar com isso é o sebo bovino e o caroço de algodão – respectivamente a segunda e a terceira matérias-primas mais importantes para o biodiesel brasileiro. Em novembro o sebo teve 24,8% do mercado enquanto o algodão ficou com 4,1%. Em ambos os casos essas foram os melhores resultados para o ano de 2015.
Todas as demais matérias-primas minoritárias listadas para a ANP perderam participação de outubro para novembro.
Na conta anualizada temos: 76,1% para a soja; 19,7% para o sebo e cerca de 2% para o algodão. A outra matéria-prima que passou da marca de 1% de participação de mercado em 2015 pela última vez foi a “outros materiais graxos”.
Absolutos
Considerando a produção de biodiesel do mês que foi de 324,6 milhões de litros. A indústria absorveu 223,9 milhões de litros de óleo de soja o que equivale a pouco mais de 1 milhão de toneladas de grão processado.
Já a produção a partir do sebo cravou 80,5 milhões de litros e do óleo de algodão ficou em 13,5 milhões de litros. 2,7 bilhões de litros de óleo de soja – o produto de 13 milhões de toneladas de grão –; 700 milhões de litros para o sebo bovino e 69,2 milhões de litros para o algodão. A categoria “outros” tem cerca de 36 milhões de litros enquanto todas as demais acumulam 44,5 milhões.
Regionais
Com a queda da soja, a composição dos mix de matérias-primas regionais vem deixando de ser tão monocórdio quanto nos meses anteriores.
No Sudeste, por exemplo, o sebo foi a matéria-prima mais utilizada com 60,7% do mercado.
No Sul, o sebo também vem aumentando sua fatia desde julho e, em novembro, levou 32,3% do mercado.
Mas foi no Nordeste onde tivemos a matriz mais bem distribuída com a soja ficando com menos de 54% do total, o algodão com 23,3% e o sebo com 21,5%.