Espaço da soja foi ocupado pelo sebo bovino que teve o melhor resultado para o ano de 2017. Desconhecidas volta a superar 10%.
Dados recém-publicados pela ANP sobre o consumo de matérias-primas pelas usinas de biodiesel mostram que a participação do óleo de soja no mix das usinas recuou quase dois pontos percentuais e encerrou outubro em 68,2% – patamar idêntico ao de junho passado.
Dados recém-publicados pela ANP sobre o consumo de matérias-primas pelas usinas de biodiesel mostram que a participação do óleo de soja no mix das usinas recuou quase dois pontos percentuais e encerrou outubro em 68,2% – patamar idêntico ao de junho passado.
Em termos absolutos, no entanto, a demanda andou de lado graças ao aumento na produção reportada pelas usinas. Foram 279,3 milhões de litros de óleo de soja consumidos pelas usinas, valor praticamente idêntico ao do mês anterior. Para atender à demanda do mercado, foi necessário o esmagamento de 1,34 milhão de toneladas de soja em grão.
Do começo do ano até agora, a produção de biodiesel de soja totalizou 2,49 bilhões de litros. Isso absorveu o óleo gerado pelo processamento de praticamente 12 milhões de toneladas da oleaginosa.
Recuperação
A queda no consumo de óleo de soja foi mais do que compensada pelo sebo bovino. A fatia do coproduto da indústria frigorífica foi de 14,2% em setembro para 16,2% em outubro. Esse foi o melhor resultado do ano – em dezembro de 2016, o sebo marcou 16,9%.
Na ponta do lápis, foram fabricados 66,4 milhões de litros de biodiesel de sebo, um salto de 17% em relação a setembro. Esse é o melhor resultado para essa matéria-prima em dois anos – em novembro de 2015 foram fabricados 80,5 milhões de litros a partir dessa matéria-prima.
Apesar da melhoria, o sebo perdeu espaço no mix do setor. De janeiro a outubro, foram fabricados menos de 478,5 milhões de litros, cerca de 4,3% a menos que no mesmo período do ano passado.
Também houve recuperação na participação das matérias-primas desconhecidas – erroneamente agrupadas pela ANP na categoria ‘outros materiais graxos’. Em outubro, elas ficaram com 10,3% do mercado o que representa 42 milhões de litros de biodiesel. Essa foi a quarta alta seguida e a primeira vez desde julho que ela volta a superar a barreira dos 10 pontos percentuais de participação.
Até agora já temos 361,6 milhões de litros de biodiesel fabricados por matérias primas completamente desconhecidas pela ANP. O crescimento em relação ao ano passado é de 214,2%.
Minoritárias
O aumento do sebo e das desconhecidas tirou um pouco de espaço das matérias-primas minoritárias. Em outubro apenas três fontes de óleos e gorduras alternativas ultrapassaram a barreira de um ponto percentual: porco (1,9%), óleo de fritura usado (1,5%) e frango (1,1%).
O óleo de palma que, em setembro havia cravado 1%, recuou para menos de 0,05% em outubro.
Apesar disso, 2017 está sendo um bom ano para essas matérias-primas de menor expressão. A gordura de porco, por exemplo, está com mais de 2% do mercado com quase 72 milhões de litros de biodiesel fabricados entre janeiro e outubro.
O óleo de fritura, a gordura de frango e o óleo de palma já superaram a marca de mais de 10 milhões de litros fabricados no ano. Respectivamente: 45,2, 38,4 e 24,1 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Dados recém-publicados pela ANP sobre o consumo de matérias-primas pelas usinas de biodiesel mostram que a participação do óleo de soja no mix das usinas recuou quase dois pontos percentuais e encerrou outubro em 68,2% – patamar idêntico ao de junho passado.
Em termos absolutos, no entanto, a demanda andou de lado graças ao aumento na produção reportada pelas usinas. Foram 279,3 milhões de litros de óleo de soja consumidos pelas usinas, valor praticamente idêntico ao do mês anterior. Para atender à demanda do mercado, foi necessário o esmagamento de 1,34 milhão de toneladas de soja em grão.
Do começo do ano até agora, a produção de biodiesel de soja totalizou 2,49 bilhões de litros. Isso absorveu o óleo gerado pelo processamento de praticamente 12 milhões de toneladas da oleaginosa.
Recuperação
A queda no consumo de óleo de soja foi mais do que compensada pelo sebo bovino. A fatia do coproduto da indústria frigorífica foi de 14,2% em setembro para 16,2% em outubro. Esse foi o melhor resultado do ano – em dezembro de 2016, o sebo marcou 16,9%.
Na ponta do lápis, foram fabricados 66,4 milhões de litros de biodiesel de sebo, um salto de 17% em relação a setembro. Esse é o melhor resultado para essa matéria-prima em dois anos – em novembro de 2015 foram fabricados 80,5 milhões de litros a partir dessa matéria-prima.
Apesar da melhoria, o sebo perdeu espaço no mix do setor. De janeiro a outubro, foram fabricados menos de 478,5 milhões de litros, cerca de 4,3% a menos que no mesmo período do ano passado.
Também houve recuperação na participação das matérias-primas desconhecidas – erroneamente agrupadas pela ANP na categoria ‘outros materiais graxos’. Em outubro, elas ficaram com 10,3% do mercado o que representa 42 milhões de litros de biodiesel. Essa foi a quarta alta seguida e a primeira vez desde julho que ela volta a superar a barreira dos 10 pontos percentuais de participação.
Até agora já temos 361,6 milhões de litros de biodiesel fabricados por matérias primas completamente desconhecidas pela ANP. O crescimento em relação ao ano passado é de 214,2%.
Minoritárias
O aumento do sebo e das desconhecidas tirou um pouco de espaço das matérias-primas minoritárias. Em outubro apenas três fontes de óleos e gorduras alternativas ultrapassaram a barreira de um ponto percentual: porco (1,9%), óleo de fritura usado (1,5%) e frango (1,1%).
O óleo de palma que, em setembro havia cravado 1%, recuou para menos de 0,05% em outubro.
Apesar disso, 2017 está sendo um bom ano para essas matérias-primas de menor expressão. A gordura de porco, por exemplo, está com mais de 2% do mercado com quase 72 milhões de litros de biodiesel fabricados entre janeiro e outubro.
O óleo de fritura, a gordura de frango e o óleo de palma já superaram a marca de mais de 10 milhões de litros fabricados no ano. Respectivamente: 45,2, 38,4 e 24,1 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com