Óleo de soja volta a superar a marca dos 70% no mix de matérias-primas da indústria de biodiesel pela primeira vez em sete meses
Conforme a safra 2018/18 vai irrigando o mercado, a indústria brasileira de biodiesel está se voltando mais para a soja. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril o óleo de soja representou 70,2% do biodiesel fabricado no país. Esse foi o terceiro mês consecutivo de crescimento na participação da oleaginosa mais plantada no pais e o primeiro em que ela volta a figurar em patamares acima de 70% desde setembro do ano passado.
Conforme a safra 2018/18 vai irrigando o mercado, a indústria brasileira de biodiesel está se voltando mais para a soja. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril o óleo de soja representou 70,2% do biodiesel fabricado no país. Esse foi o terceiro mês consecutivo de crescimento na participação da oleaginosa mais plantada no pais e o primeiro em que ela volta a figurar em patamares acima de 70% desde setembro do ano passado.
Em relação à março, a participação da soja aumentou 0,7%. Do ponto de vista absoluto 313,5 milhões de litros de biodiesel de soja foram fabricados.
O movimento é bem típico do mercado. Normalmente, a participação do óleo de soja vai aumentando ao longo do primeiro semestre até atingir o pico por volta de meados do ano. Depois disso elas começam a cair acompanhando a entressafra da soja.
Algo, no entanto, está mudando e a soja já não tem um domínio tão absoluto do mercado quanto já teve um dia. Desde 2011, ela já não supera a marca de 85% do mix de matérias-primas. No ano passado, ela sequer chegou a bater em 80% de participação.
E se focarmos apenas no mês de abril, em 2018 teremos a primeira vez desde que a ANP começou a produzir relatórios sobre as matérias-primas usadas pela indústria em 2009 que temos um resultado inferior a 75% para esse periodo.
Consumo de soja
Mesmo assim, o consumo de soja pelas usinas está em alta. Pelo segundo mês seguido, a indústria absorveu um volume de óleo equivalente ao processamento de mis de 1,5 milhão de toneladas de soja em grão.
A quantidade é apenas menos de 0,4% inferior a que havia sido registrada em março. O aumento no percentual da soja, não foi suficiente para compensar a queda de 1,4% no volume fabricado pelas usinas ocorrida no último mês.
Até o momento, a demanda das usinas de biodiesel já exigiu o esmagamento de pouco menos de 5,2 milhões de toneladas do grão.
Outras fontes
Abril não foi um mês particularmente expressivo para as outras duas matérias-primas que formam a elite do mercado de biodiesel.
A gordura bovina perdeu quase 1,5 ponto percentual de participação encerrando o mês cravando 13% do mercado. Foram 58 milhões de litros fabricados.
Enquanto as matérias-primas desconhecidas ficaram praticamente estagnadas em relação ao mês anterior que 9,9% do que dá 44,2 milhões de litros de biodiesel.
Já as minoritárias ficaram com 6,8% do mercado o que representa cerca de 31,1 milhões de litros com destaque para a gordura de porto que, sozinha, representa mais de 2,1% do mercado e o óleo de fritura que vem crescendo mês a mês e já se aproxima da barreira dos 2%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com