Embora não tenha sido um bom ano sob outros aspectos, 2016 está, ao menos, mostrando que é possível diversificar a matriz de matérias-primas do biodiesel brasileiro. Em novembro, os óleos e gorduras diferentes da soja e do sebo – historicamente, as duas fontes mais importantes para a indústria – responderam por 40,7 milhões de litros conquistando uma fatia de 12,4% de participação no mercado. Os dados foram divulgados pela ANP por meio da nova edição do Boletim Mensal do Biodiesel que foi publicada nessa quarta-feira (18).
Embora não tenha sido um bom ano sob outros aspectos, 2016 está, ao menos, mostrando que é possível diversificar a matriz de matérias-primas do biodiesel brasileiro. Em novembro, os óleos e gorduras diferentes da soja e do sebo – historicamente, as duas fontes mais importantes para a indústria – responderam por 40,7 milhões de litros conquistando uma fatia de 12,4% de participação no mercado. Os dados foram divulgados pela ANP por meio da nova edição do Boletim Mensal do Biodiesel que foi publicada nessa quarta-feira (18).
Este foi o oitavo mês seguido de aumento na participação das alternativas que, desde abril mais que triplicaram seu peso. Tinham naquele mês 4% de participação. A última vez em que esse grupo teve participação acima dos dois dígitos foi em fevereiro de 2013 no qual conquistou 10,8%.
No acumulado do ano, ela já tem perto de 7,6% do mercado respondendo por 265,3 milhões de litros de biodiesel.
Outros
De longe, a maior contribuição é da categoria “outros materiais graxos” com 7,1% de participação e uma produção de biodiesel equivalente a 22,8 milhões de litros no mês. Ela se manteve como a terceira mais importante para a indústria em – posição que vem ocupando desde fevereiro quando desbancou o óleo de algodão.
O uso desta matéria-prima simplesmente disparou a partir do segundo semestre deste ano – desde julho ela vem batendo sucessivos recordes mensais. Desde janeiro, a produção já soma 137,2 milhões de litros de biodiesel ou 3,9% de tudo o que as usinas produziram no período.
Seu uso se concentra principalmente na Região Nordeste onde ela já representa 18,1% das matérias-primas usadas pelas usinas.
+1%
Além desta, tivemos outras três matérias-primas alternativas com participação acima da marca de 1%:
O óleo de canola que simplesmente triplicou sua participação em relação ao apurado em outubro. Foi de 0,4% para 1,3%. Foram pouco menos de 4,2 milhões de litros. Na Região Sul, essa oleaginosa representou 3,1% da produção.
O óleo de algodão teve 1,24% com 4 milhões de litros produzidos. Graças aos 6,2% no Nordeste e 1,8% no Centro-Oeste.
Por fim temos a gordura de porco que teve 1,2% ou 3,8 milhões de litros. Foram 2,1% no Sudeste e 2,3% no Sul.
Convencionais
Já a soja perdeu pouco menos de três pontos percentuais e meio entre outubro e novembro ficando com 71,8% do mercado de biodiesel para o mês analisado.
A produção totalizou 231 milhões de litros fabricados o que representa o equivalente em óleo de pouco mais de 1,1 milhões de toneladas do grão.
Somados todos os meses do ano de 2016 até agora, as usinas já fabricaram 2,7 bilhões de litros de biodiesel de soja – 77,2% do total fabricado – respondendo pelo esmagamento de 12,9 milhões de toneladas da oleaginosa.
O sebo recuperou um pouco do espaço perdido e fechou novembro com 15,7% do mercado de 50,5 milhões de litros de biodiesel fabricados.
Desde janeiro já foram produzidos 541 milhões de litros de biodiesel de sebo ou 15,4% do total.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Embora não tenha sido um bom ano sob outros aspectos, 2016 está, ao menos, mostrando que é possível diversificar a matriz de matérias-primas do biodiesel brasileiro. Em novembro, os óleos e gorduras diferentes da soja e do sebo – historicamente, as duas fontes mais importantes para a indústria – responderam por 40,7 milhões de litros conquistando uma fatia de 12,4% de participação no mercado. Os dados foram divulgados pela ANP por meio da nova edição do Boletim Mensal do Biodiesel que foi publicada nessa quarta-feira (18).
Este foi o oitavo mês seguido de aumento na participação das alternativas que, desde abril mais que triplicaram seu peso. Tinham naquele mês 4% de participação. A última vez em que esse grupo teve participação acima dos dois dígitos foi em fevereiro de 2013 no qual conquistou 10,8%.
No acumulado do ano, ela já tem perto de 7,6% do mercado respondendo por 265,3 milhões de litros de biodiesel.
Outros
De longe, a maior contribuição é da categoria “outros materiais graxos” com 7,1% de participação e uma produção de biodiesel equivalente a 22,8 milhões de litros no mês. Ela se manteve como a terceira mais importante para a indústria em – posição que vem ocupando desde fevereiro quando desbancou o óleo de algodão.
O uso desta matéria-prima simplesmente disparou a partir do segundo semestre deste ano – desde julho ela vem batendo sucessivos recordes mensais. Desde janeiro, a produção já soma 137,2 milhões de litros de biodiesel ou 3,9% de tudo o que as usinas produziram no período.
Seu uso se concentra principalmente na Região Nordeste onde ela já representa 18,1% das matérias-primas usadas pelas usinas.
+1%
Além desta, tivemos outras três matérias-primas alternativas com participação acima da marca de 1%:
O óleo de canola que simplesmente triplicou sua participação em relação ao apurado em outubro. Foi de 0,4% para 1,3%. Foram pouco menos de 4,2 milhões de litros. Na Região Sul, essa oleaginosa representou 3,1% da produção.
O óleo de algodão teve 1,24% com 4 milhões de litros produzidos. Graças aos 6,2% no Nordeste e 1,8% no Centro-Oeste.
Por fim temos a gordura de porco que teve 1,2% ou 3,8 milhões de litros. Foram 2,1% no Sudeste e 2,3% no Sul.
Convencionais
Já a soja perdeu pouco menos de três pontos percentuais e meio entre outubro e novembro ficando com 71,8% do mercado de biodiesel para o mês analisado.
A produção totalizou 231 milhões de litros fabricados o que representa o equivalente em óleo de pouco mais de 1,1 milhões de toneladas do grão.
Somados todos os meses do ano de 2016 até agora, as usinas já fabricaram 2,7 bilhões de litros de biodiesel de soja – 77,2% do total fabricado – respondendo pelo esmagamento de 12,9 milhões de toneladas da oleaginosa.
O sebo recuperou um pouco do espaço perdido e fechou novembro com 15,7% do mercado de 50,5 milhões de litros de biodiesel fabricados.
Desde janeiro já foram produzidos 541 milhões de litros de biodiesel de sebo ou 15,4% do total.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com