O óleo de soja continua aumentando sua vantagem em relação às demais matérias-primas consumidas pela indústria de biodiesel. Em abril, o consumo das usinas bateu recorde ao cravar 283 milhões de litros em um único mês, superando a recorde anterior por uma margem de 2,1%.
O óleo de soja continua aumentando sua vantagem em relação às demais matérias-primas consumidas pela indústria de biodiesel. Em abril, o consumo das usinas bateu recorde ao cravar 283 milhões de litros em um único mês, superando a recorde anterior – 277,1 milhões de litros em julho de 2015 – por uma margem de 2,1%.
Esse é o resultado do esmagamento de 1,35 milhão de toneladas de soja em grão. No acumulado do ano, a produção de biodiesel demandou o esmagamento de praticamente 4,6 milhões de toneladas de soja.
O resultado foi puxado pela elevação da produção em abril, que foi a maior dos últimos seis meses com 348,5 milhões de litros fabricados. Também a participação relativa da soja está avançando e chegou a 81,2%.
Crescimento acelerado
Essa é a maior marca para o insumo justamente desde julho passado. De janeiro para cá, a soja já aumentou sua fatia do mercado em 9 pontos percentuais.
A participação da oleaginosa pela indústria tende a acompanhar de perto o calendário agrícola com a parcela de soja aumentando no período da colheita do grão o que – com algumas variações regionais – acontece volta do final do primeiro trimestre até meados do ano. Dessa vez, no entanto, o movimento veio um pouco mais cedo.
Segundo dados do BiodieselDATA, desde que a ANP começou a divulgar estatísticas sobre as matérias-primas usadas pela indústria em 2009, a soja só ultrapassou os 80% do mercado no mês de abril em duas ocasiões – 2010 e 2011 –, em todos os outros anos a participação ficou entre 75,6% e 77,6%.
Menos espaço
Com mais soja, as outras matérias-primas perderam vigor.
O sebo bovino, por exemplo, ficou com menos de 14,8% com uma produção de 51,5 milhões de litros. Seu pior resultado no ano tanto em termos relativos quanto absolutos. Apesar da queda, o sebo manteve o reinado no Sudeste onde representou pouco mais da metade – 55,1% – do biodiesel fabricado.
A terceira colocação ficou novamente com a categoria “outros materiais graxos” com 1,4% de mercado e pouco mais de 5 milhões de litros fabricados. Os principais centros de consumo foram o Centro-Oeste e o Sudeste, onde tais óleos tiveram perto de 2,1% do mercado.
Já as matérias-primas minoritárias ficaram com apenas 2,5% do mercado – consideravelmente abaixo da média para os quatro meses deste ano que está em 3,8%. Menos de 9 milhões de litros foram fabricados a partir a partir dos óleos de algodão, palma, fritura e das gorduras de porco e de frango.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O óleo de soja continua aumentando sua vantagem em relação às demais matérias-primas consumidas pela indústria de biodiesel. Em abril, o consumo das usinas bateu recorde ao cravar 283 milhões de litros em um único mês, superando a recorde anterior – 277,1 milhões de litros em julho de 2015 – por uma margem de 2,1%.
Esse é o resultado do esmagamento de 1,35 milhão de toneladas de soja em grão. No acumulado do ano, a produção de biodiesel demandou o esmagamento de praticamente 4,6 milhões de toneladas de soja.
O resultado foi puxado pela elevação da produção em abril, que foi a maior dos últimos seis meses com 348,5 milhões de litros fabricados. Também a participação relativa da soja está avançando e chegou a 81,2%.
Crescimento acelerado
Essa é a maior marca para o insumo justamente desde julho passado. De janeiro para cá, a soja já aumentou sua fatia do mercado em 9 pontos percentuais.
A participação da oleaginosa pela indústria tende a acompanhar de perto o calendário agrícola com a parcela de soja aumentando no período da colheita do grão o que – com algumas variações regionais – acontece volta do final do primeiro trimestre até meados do ano. Dessa vez, no entanto, o movimento veio um pouco mais cedo.
Segundo dados do BiodieselDATA, desde que a ANP começou a divulgar estatísticas sobre as matérias-primas usadas pela indústria em 2009, a soja só ultrapassou os 80% do mercado no mês de abril em duas ocasiões – 2010 e 2011 –, em todos os outros anos a participação ficou entre 75,6% e 77,6%.
Menos espaço
Com mais soja, as outras matérias-primas perderam vigor.
O sebo bovino, por exemplo, ficou com menos de 14,8% com uma produção de 51,5 milhões de litros. Seu pior resultado no ano tanto em termos relativos quanto absolutos. Apesar da queda, o sebo manteve o reinado no Sudeste onde representou pouco mais da metade – 55,1% – do biodiesel fabricado.
A terceira colocação ficou novamente com a categoria “outros materiais graxos” com 1,4% de mercado e pouco mais de 5 milhões de litros fabricados. Os principais centros de consumo foram o Centro-Oeste e o Sudeste, onde tais óleos tiveram perto de 2,1% do mercado.
Já as matérias-primas minoritárias ficaram com apenas 2,5% do mercado – consideravelmente abaixo da média para os quatro meses deste ano que está em 3,8%. Menos de 9 milhões de litros foram fabricados a partir a partir dos óleos de algodão, palma, fritura e das gorduras de porco e de frango.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com