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Consumo de soja na produção de biodiesel é recorde

Embora a fatia da soja no mix do setor tenha caído pelo segundo mês, a demanda das usinas continua aquecida

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Em julho, as usinas de biodiesel consumiram o equivalente a 1,68 milhão de toneladas de soja processada. Essa é a maior quantidade do grão que a indústria absorveu num único mês desde que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) começou a manter estatísticas sobre o mix de matérias-primas usadas pelo setor em 2009.

Em julho, as usinas de biodiesel consumiram o equivalente a 1,68 milhão de toneladas de soja processada. Essa é a maior quantidade do grão que a indústria absorveu num único mês desde que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) começou a manter estatísticas sobre o mix de matérias-primas usadas pelo setor em 2009.

Em relação ao mês anterior, a quantidade que foi processada para abastecer as usinas aumentou 42,1 mil toneladas – cerca de 2,6%. O resultado não é totalmente imprevisível. Dados da ANP mostram que a produção nacional de biodiesel atingiu seu maior patamar com 490,2 milhões de litros fabricados num único mês.

Somados os resultados publicados pela ANP até agora, 9,9 milhões de toneladas de soja foram processadas para a produção de biodiesel em 2018.

Esse valor é 25,6% maior do que o apurado no mesmo período de 2017.

Queda relativa

Apesar do aumento na demanda absoluta, a participação da soja no mix de óleos e gorduras consumidos pelo setor caiu.

Ele foi de 73,1% em junho para 71,5% em julho. A tendência para os próximos meses é que a participação recue ainda mais conforme o mercado nacional entre no período mais agudo da entressafra. Nos sete primeiros meses do ano, a soja tem 70,6% do mercado de biodiesel, marginalmente menor do que no mesmo período do ano passado quando tinha 70,9%.

O sebo bovino também apresentou retração embora menos expressiva. Em julho 58,9 milhões de litros de biodiesel foram produzidos a partir desse tipo de gordura o que representa 8,7% do mercado – cerca de 0,9 ponto percentual menos que um mês antes.
Esse movimento foi compensado principalmente por aumentos na proporção de matérias-primas desconhecidas e de óleo de algodão no mix.

Depois de dois meses seguidos com participações na faixa dos 7,8%, as desconhecidas voltaram a crescer. A produção de biodiesel a partir dessas fontes de óleo e gordura não especificadas atingiu 42,9 milhões de litros o que representa 8,7% do total fabricado em julho.

Já o óleo de algodão representou 1% do mercado, o que dá 4,9 milhões de litros do biodiesel fabricado. A última vez em que essa matéria-prima – que já foi a terceira mais importante para a indústria – superou a barreira de 1% havia sido em dezembro de 2016.

A única outra matéria-prima a apresentar variação mais substancial foi o óleo de palma que – depois de dois meses abaixo do limiar de 1% – ganhou cerca de 0,7 ponto percentual e totalizou 1,2% de participação. Uma produção de 5,9 milhões de litros.

Todas as demais matérias-primas andaram praticamente de lado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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