Em julho de 2019, a produção de biodiesel de soja atingiu a marca de 362,2 milhões de litros. Matérias-primas desconhecidas também registraram recorde
As usinas brasileiras voltaram a bater recorde de consumo de óleo de soja no mês passado. Segundo dados reportados pelos fabricantes à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e liberados nessa segunda-feira (26) foram produzidas mais de 362,2 milhões de litros de biodiesel de soja. O montante corresponde a 73,1% das matérias-primas utilizadas pelo setor no período.
As usinas brasileiras voltaram a bater recorde de consumo de óleo de soja no mês passado. Segundo dados reportados pelos fabricantes à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e liberados nessa segunda-feira (26) foram produzidas mais de 362,2 milhões de litros de biodiesel de soja. O montante corresponde a 73,1% das matérias-primas utilizadas pelo setor no período.
Em relação ao mês passado, a participação do óleo de soja no mix do biodiesel brasileiro cresceu de forma relativamente modesta, indo de 71,3% – os números do mês passado foram revistos pela ANP – para 73,1%. Contudo, o aumento no nível de atividade das usinas alavancou o volume fabricado derrubando – mesmo que por pouco – um recorde que já durava onze meses.
Em agosto de 2018, a produção de biodiesel de soja havia superado os 360,4 milhões de litros.
Para fabricar esse biodiesel todo, o setor consumiu o equivalente em óleo a praticamente 1,74 milhão de toneladas de soja em grão. Igualmente, trata-se de um recorde no volume mensal de soja processada para o atendimento da produção de biodiesel.
Entre janeiro e julho, a produção de biocombustível absorveu o óleo gerado pelo esmagamento de 10,6 milhões de toneladas de soja. Esse volume é 7,5% maior que o acumulado dos primeiros 7 meses de 2018.
Apesar de vir consumindo soja como nunca, o peso da principal matéria-prima do setor está menor em 2019. O somatório da produção deste ano aponta que a soja representou 70% do total fabricado, o menor valor para o período num histórico que vem desde 2009.
Recorde desconhecido
Mas não foi só a soja que bateu recorde em julho. As matérias-primas desconhecidas – chamadas pela ANP como ‘outros materiais graxos’ e que reúne uma variedade de óleos e gorduras não especificados pelas usinas – também tiveram seu melhor mês na história, com 59,3 milhões de litros de biodiesel fabricado.
Assim como no caso da soja, a margem do recorde também é modesta. Em março desde a produção havia superado um pouco os 59 milhões de litros.
As fontes desconhecidas representaram um pouco menos que 12% do mercado, ficando com a segunda posição do pódio de julho. Abaixo do índice de março quando elas tiveram 12,8%. Novamente, o recorde se deve à maior atividade das usinas.
Enquanto isso, o sebo bovino teve uma baixa importante ficando com apenas 8,1% – sua menor participação no mercado desde agosto de 2011 quando ficou com menos de 7,8% – e 40,2 milhões de litros de biodiesel fabricados.
Com isso, temos uma inversão nas posições do sebo e das desconhecidas que já vem se ensaiando há alguns anos. No somatório, as desconhecidas passaram o sebo como segunda matéria-prima mais importante, com 375,6 milhões de litros fabricados contra 366,4 milhões de litros de biodiesel de sebo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com