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Cai participação do óleo de soja na produção de biodiesel

materiaprima agosto_101013Embora ainda seja líder absoluto na preferência do mercado, o óleo de soja perdeu participação entre as matérias-primas da indústria de biodiesel.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Embora ainda seja líder absoluto na preferência do mercado, o óleo de soja perdeu participação entre as matérias-primas da indústria de biodiesel.

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Ainda que conservem ampla margem de liderança no mix de matérias-primas usadas na produção de biodiesel, o óleo de soja teve sua participação reduzida em agosto deste ano. A informação faz parte do último Boletim Mensal do Biodiesel disponibilizado ontem (09) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A oleaginosa, que ficou com quase 80,4% do mercado no mês passado, representou pouco mais de 76,6% das matérias-primas empregadas na fabricação do biodiesel em agosto. 

Considerando que a produção das usinas no mesmo mês foi de 247,6 milhões de litros, aproximadamente 189,6 milhões de litros de óleo de soja foram transformados em biodiesel pelas usinas brasileiras.

Outras
O sebo bovino, que vinha perdendo participação no mercado, apresentou uma leve recuperação em agosto. Saiu de 16% para 17,6% do mercado. São 43,5 milhões de litros de biodiesel feito de sebo.

Outra matéria-prima porque está se recuperando é o óleo de algodão. Depois de perder espaço para o óleo de fritura, o algodão retomou a costumeira 3ª posição do ranking. No intervalo entre julho e agosto, a alta do algodão foi bastante respeitável indo de 1% em julho para 2,7% em agosto.

Já o óleo de fritura perdeu 0,2% de participação fechando o mês com 1,2% do mercado. Apesar disso, a matéria-prima vem consolidando sua presença no mercado com participações constantemente acima de um ponto percentual.

Outra grande surpresa ficou por conta do óleo de nabo forrageiro que, depois de ficar sumido por um bom tempo, voltou a integrar o ranking com modestos 0,12%.

A retração na participação do óleo de soja ajudou a impulsionar as contribuições de outras matérias-primas também. À exceção do óleo de cozinha, todas as demais tiveram uma maior representatividade no comparativo entre meses. 

Além do sebo e do óleo de algodão, cresceram em participação a gordura de porco (de 0,08 para 0,11%) e outros materiais graxos (de 1,07% para 1,64%) usados na fabricação do biocombustível.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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