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Biodiesel ficou mais dependente da soja em maio

Dados publicados pela ANP mostram que a participação do óleo de soja aumentou quase cinco pontos percentuais de um mês para o outro

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O consumo de óleo de soja pelas usinas de biodiesel engatou a segunda marcha no mês de maio e ampliou sua participação do pool de matérias-primas em quase cinco pontos percentuais. Segundo dados do mais novo Boletim Mensal do Biodiesel que foi divulgado nessa segunda-feira (09) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a soja cravou 75% entre os fabricantes.

O consumo de óleo de soja pelas usinas de biodiesel engatou a segunda marcha no mês de maio e ampliou sua participação do pool de matérias-primas em quase cinco pontos percentuais. Segundo dados do mais novo Boletim Mensal do Biodiesel que foi divulgado nessa segunda-feira (09) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a soja cravou 75% entre os fabricantes.

Essa é a maior fatia do mercado de biodiesel abocanhada pela soja ¬¬desde abril do ano passado – quando a matéria-prima também teve 75%. Apesar da melhora, a participação da soja em 2018 ainda é a mais baixa em anos. Entre janeiro e maio, 69,8% do total fabricado de biodiesel fabricado foi feito com soja. No ano passado eram 70,9%.

O aumento da participação da soja nessa época do ano não chega a ser um ponto fora da curva para o mercado. De fato, em função do ciclo de colheita da oleaginosa, seu uso pela indústria costuma crescer a partir de fevereiro até atingir seu ápice em julho e, então, diminuiu conforme chegamos à entressafra.

Em números brutos, a produção de biodiesel a partir da soja foi pouco menor que 288,1 milhões de litros. A quantidade é 8,1% menor que a fabricada em abril, uma queda que foi avançada pela redução generalizada na produção de biodiesel.

Isso exigiu o processamento de 1,38 milhão de toneladas do grão. Nos primeiros cinco meses do ano, a indústria já absorveu o equivalente em óleo a 6,56 milhões de toneladas de soja um crescimento de 23,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Menos diversas

Com mais soja, o mix do setor ficou menos diversificado em maio. A começar pelo topo. O sebo e das matérias-primas desconhecidas recuaram para níveis muito abaixo do usual com, respectivamente, 11,5% e 7,8% de participação o que se traduz em 44,2 e 30,1 milhões de litros.

O sebo teve destaque no Nordeste (30,1%) e no Sudeste (27,1%). Já a Região Sudeste se destacou pelo uso de fontes desconhecidas – chamadas pela ANP como “outros materiais graxos” – tiveram 19,2%.

No caso do sebo bovino, a última vez em que a participação relativa do sebo ficou tão baixa foi em março de 2017 quando o resultado foi de 9,3%. Já as fontes desconhecidas tiveram seu pior desempenho em um ano e meio – 7,1% em novembro de 2016.

Descontadas as três primeiras, as demais fontes de óleo representaram 5,6% em maio – queda em relação aos 6,8% de abril. Em termos absolutos, a produção foi próxima de 30,5 milhões de litros.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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