Agora que as contas do ano passado foram finalmente fechadas já podemos cravar: algo de fundamental realmente mudou no mix de matérias-primas consumidas pela indústria de biodiesel ao longo de 2016. Os dados para o mês de dezembro foram divulgados nessa segunda-feira (06) pela ANP por meio do Boletim Mensal de Biodiesel.
Agora que as contas do ano passado foram finalmente fechadas já podemos cravar: algo de fundamental realmente mudou no mix de matérias-primas consumidas pela indústria de biodiesel ao longo de 2016. Os dados para o mês de dezembro foram divulgados nessa segunda-feira (06) pela ANP por meio do Boletim Mensal de Biodiesel.
A despeito do reinado absoluto da soja continuar firme e forte – com pouco menos de 76,6% – por mais um ano, a grande protagonista de 2016 acabou sendo a categoria “outros materiais graxos” que mais do que quadruplicou sua participação no mercado. Esse desconhecido material abocanhou uma fatia de 4,2% das matérias-primas utilizadas pelas usinas ao longo de 2016.
Ao todo, foram 161,2 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir dessa matéria-prima. Um recorde absoluto considerando o histórico que vem sendo mantido pela ANP desde 2008.
Graças à essa ascensão, o percentual reservado para matérias-primas que podem ser consideradas como alternativas praticamente dobrou de tamanho. Ela foi de 4% em 2015 para 7,9% no ano passado. Foram praticamente 299,5 milhões de litros de biodiesel fabricados. São consideradas alternativas todas as matérias-primas diferentes de óleo de soja e sebo bovino
Além de mais espaço para outros óleos e gorduras, o mix também ficou um pouco mais variado. As usinas declararam terem usado nada menos que 10 tipos diferentes de óleos e gorduras ao longo de 2016; são dois a mais do que em 2015 com a volta do óleo de canola às estatísticas – de onde esteve sumido desde 2012 – e o aparecimento do inédito óleo de milho.
Isso garante à 2016 a maior diversidade em tipos distintos de matérias-primas desde 2011. Perdemos apenas para 2010 quando foram 12 óleos e gorduras foram contabilizados no pool das usinas.
Mais que 1%
A gordura de porco foi outro dos destaques do ano ao conseguir pela primeira vez superar a marca de 1% do mercado total.
Ao todo foram contabilizados 40 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir de gordura de suínos.
Já o óleo de algodão caminhou na direção contrária. Um ano antes, o óleo de algodão tinha praticamente 2% do mercado de biodiesel com 76,3 milhões de litros. Em 2016, a fatia mingou para menos de 1,1% e 40,6 milhões de litros fabricados.
Tradicionalmente, o óleo de algodão foi a terceira matéria-prima mais importante para o segmento. Em 2012, ela chegou a representar mais de 4,5% da produção.
Soja e sebo
Enquanto as outras matérias-primas se movimentam, o óleo de soja e o sebo bovino continuam dominando o mercado.
O óleo de soja representou 76,6% do mercado, praticamente igualando o desempenho de 2015 que foi de 76,4%. Por conta da queda de 3,4% na produção de biodiesel no ano passado, no entanto, o consumo das usinas ficou um pouquinho menor – queda de 45 milhões de litros de biodiesel fabricado com soja.
No somatório do ano foram 2,65 milhões de toneladas de óleo de soja o que representa o produto do esmagamento de um pouco menos 14 milhões de toneladas do grão.
Já o sebo apresentou uma contração substancial. Foram 15,5% em 2016 contra 19,3% em 2015. O volume de biodiesel fabricado a partir do sebo foi de 591,2 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Agora que as contas do ano passado foram finalmente fechadas já podemos cravar: algo de fundamental realmente mudou no mix de matérias-primas consumidas pela indústria de biodiesel ao longo de 2016. Os dados para o mês de dezembro foram divulgados nessa segunda-feira (06) pela ANP por meio do Boletim Mensal de Biodiesel.
A despeito do reinado absoluto da soja continuar firme e forte – com pouco menos de 76,6% – por mais um ano, a grande protagonista de 2016 acabou sendo a categoria “outros materiais graxos” que mais do que quadruplicou sua participação no mercado. Esse desconhecido material abocanhou uma fatia de 4,2% das matérias-primas utilizadas pelas usinas ao longo de 2016.
Ao todo, foram 161,2 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir dessa matéria-prima. Um recorde absoluto considerando o histórico que vem sendo mantido pela ANP desde 2008.
Graças à essa ascensão, o percentual reservado para matérias-primas que podem ser consideradas como alternativas praticamente dobrou de tamanho. Ela foi de 4% em 2015 para 7,9% no ano passado. Foram praticamente 299,5 milhões de litros de biodiesel fabricados. São consideradas alternativas todas as matérias-primas diferentes de óleo de soja e sebo bovino
Além de mais espaço para outros óleos e gorduras, o mix também ficou um pouco mais variado. As usinas declararam terem usado nada menos que 10 tipos diferentes de óleos e gorduras ao longo de 2016; são dois a mais do que em 2015 com a volta do óleo de canola às estatísticas – de onde esteve sumido desde 2012 – e o aparecimento do inédito óleo de milho.
Isso garante à 2016 a maior diversidade em tipos distintos de matérias-primas desde 2011. Perdemos apenas para 2010 quando foram 12 óleos e gorduras foram contabilizados no pool das usinas.
Mais que 1%
A gordura de porco foi outro dos destaques do ano ao conseguir pela primeira vez superar a marca de 1% do mercado total.
Ao todo foram contabilizados 40 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir de gordura de suínos.
Já o óleo de algodão caminhou na direção contrária. Um ano antes, o óleo de algodão tinha praticamente 2% do mercado de biodiesel com 76,3 milhões de litros. Em 2016, a fatia mingou para menos de 1,1% e 40,6 milhões de litros fabricados.
Tradicionalmente, o óleo de algodão foi a terceira matéria-prima mais importante para o segmento. Em 2012, ela chegou a representar mais de 4,5% da produção.
Soja e sebo
Enquanto as outras matérias-primas se movimentam, o óleo de soja e o sebo bovino continuam dominando o mercado.
O óleo de soja representou 76,6% do mercado, praticamente igualando o desempenho de 2015 que foi de 76,4%. Por conta da queda de 3,4% na produção de biodiesel no ano passado, no entanto, o consumo das usinas ficou um pouquinho menor – queda de 45 milhões de litros de biodiesel fabricado com soja.
No somatório do ano foram 2,65 milhões de toneladas de óleo de soja o que representa o produto do esmagamento de um pouco menos 14 milhões de toneladas do grão.
Já o sebo apresentou uma contração substancial. Foram 15,5% em 2016 contra 19,3% em 2015. O volume de biodiesel fabricado a partir do sebo foi de 591,2 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com