A indústria de biodiesel começou o ano dependente do óleo de soja. Segundo dados divulgados pela ANP, no mês de janeiro as usinas brasileiras estão usando significativamente menos óleo de soja do que usaram em dezembro [http://www.biodieselbr.com/noticias/materia-prima/uso/soja-teve-participacao-76-4-producao-biodiesel-2015-dados-da-anp-040216.htm]. O recuo entre um mês e outro foi pouco menor que 8 pontos percentuais.
A indústria de biodiesel começou o ano menos dependente do óleo de soja. Segundo dados divulgados pela ANP, no mês de janeiro as usinas brasileiras estão usando significativamente menos óleo de soja do que usaram em dezembro. O recuo entre um mês e outro foi pouco menor que 8 pontos percentuais.
Em relação ao primeiro mês do ano passado, também houve queda – embora menos acentuada. A queda em 12 meses foi de 2,5 pontos percentuais. Indo de 74,7% em janeiro de 2015 para 72,2% agora.
Em volumes absolutos, no primeiro mês do ano, as usinas brasileiras colocaram no mercado praticamente 271,4 milhões de litros de biodiesel. Isso quer dizer que o óleo de soja respondeu por aproximadamente 196 milhões de litros.
Queda no volume de biodiesel feito com óleo de soja é de 49,3 milhões de litros em relação a dezembro e 27 milhões de litros em relação à janeiro de 2015. Essa retração é alimentada não somente pela redução na participação da matéria-prima, mas, também, pela diminuição na produção que chegou a 15%.
Esse volume é equivalente ao esmagamento de pouco mais de 940 mil toneladas do grão.
Crescimento
A queda na participação da soja foi compensada praticamente sozinha pelo avanço do sebo bovino que avançou mais de 4 pontos percentuais e atingiu 20,1% de participação este mês contra 15,8% em dezembro.
Foram 54,6 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir dessa matéria-prima.
O óleo de algodão ficou com 2,8% do mercado – quase meio ponto percentual de crescimento em relação ao mês anterior. Isso equivale a 7,6 milhões de litros fabricados no período. O Nordeste foi, de longe, a região que mais consumiu óleo de algodão no período. Cerca de 12,4% dos 28,8 milhões de litros fabricados no período.
Mas a grande surpresa do mês veio da categoria “outros materiais graxos” que registrou 2,6% de participação no mix de matérias-primas utilizadas pelas usinas em janeiro e ficou próximo da terceira colocação do ranking geral. Foi um salto de quase 8 vezes em um único mês.
A última vez em que esse grupo de matérias-primas desconhecidas registrou um resultado tão alto foi em outubro de 2013 quanto teve mais de 3% do mercado.
O motivo desse salto foi o uso dessa matéria-prima por usinas da Região Norte, onde ela representou praticamente 81,5% da produção mensal que foi de 5,2 milhões de litros no total.
O mês também surpreendeu pelo reaparecimento do óleo de palma nas estatísticas de onde andava sumido desde o final de 2014. Esse óleo teve 0,5% do mercado total – 1,3 milhão de litros – graças ao consumo das usinas do Centro-Oeste onde representou pouco mais de 1% da produção.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A indústria de biodiesel começou o ano menos dependente do óleo de soja. Segundo dados divulgados pela ANP, no mês de janeiro as usinas brasileiras estão usando significativamente menos óleo de soja do que usaram em dezembro. O recuo entre um mês e outro foi pouco menor que 8 pontos percentuais.
Em relação ao primeiro mês do ano passado, também houve queda – embora menos acentuada. A queda em 12 meses foi de 2,5 pontos percentuais. Indo de 74,7% em janeiro de 2015 para 72,2% agora.
Em volumes absolutos, no primeiro mês do ano, as usinas brasileiras colocaram no mercado praticamente 271,4 milhões de litros de biodiesel. Isso quer dizer que o óleo de soja respondeu por aproximadamente 196 milhões de litros.
Queda no volume de biodiesel feito com óleo de soja é de 49,3 milhões de litros em relação a dezembro e 27 milhões de litros em relação à janeiro de 2015. Essa retração é alimentada não somente pela redução na participação da matéria-prima, mas, também, pela diminuição na produção que chegou a 15%.
Esse volume é equivalente ao esmagamento de pouco mais de 940 mil toneladas do grão.
Crescimento
A queda na participação da soja foi compensada praticamente sozinha pelo avanço do sebo bovino que avançou mais de 4 pontos percentuais e atingiu 20,1% de participação este mês contra 15,8% em dezembro.
Foram 54,6 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir dessa matéria-prima.
O óleo de algodão ficou com 2,8% do mercado – quase meio ponto percentual de crescimento em relação ao mês anterior. Isso equivale a 7,6 milhões de litros fabricados no período. O Nordeste foi, de longe, a região que mais consumiu óleo de algodão no período. Cerca de 12,4% dos 28,8 milhões de litros fabricados no período.
Mas a grande surpresa do mês veio da categoria “outros materiais graxos” que registrou 2,6% de participação no mix de matérias-primas utilizadas pelas usinas em janeiro e ficou próximo da terceira colocação do ranking geral. Foi um salto de quase 8 vezes em um único mês.
A última vez em que esse grupo de matérias-primas desconhecidas registrou um resultado tão alto foi em outubro de 2013 quanto teve mais de 3% do mercado.
O motivo desse salto foi o uso dessa matéria-prima por usinas da Região Norte, onde ela representou praticamente 81,5% da produção mensal que foi de 5,2 milhões de litros no total.
O mês também surpreendeu pelo reaparecimento do óleo de palma nas estatísticas de onde andava sumido desde o final de 2014. Esse óleo teve 0,5% do mercado total – 1,3 milhão de litros – graças ao consumo das usinas do Centro-Oeste onde representou pouco mais de 1% da produção.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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