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USDA projeta novo recorde para a produção de soja brasileira

A sojicultura brasileira deve continuar se expandindo na próxima safra. É a expectatavia do USDA que publicou a nova edição do relatório de oleaginosas.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A sojicultura brasileira tem tudo para continuar nadando de braçada por mais um ano. Essa é a opinião do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que publicou ontem (12) a edição de maio de seu relatório de oleaginosas no qual projeta que a produção brasileira para a safra 2015/16. Se confirmado o resultado esperado, seria o quarto ano consecutivo de crescimento da produção.

ProjecoesUSDA 130515 A sojicultura brasileira tem tudo para continuar nadando de braçada por mais um ano. Essa é a opinião do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que publicou ontem (12) a edição de maio de seu relatório de oleaginosas no qual projeta que a produção brasileira para a safra 2015/16 poderá chegar a 97 milhões de toneladas – cerca de 2,5% a mais do que os 94,5 colhidos este ano. Se confirmado esse resultado, esse seria o quarto ano consecutivo de crescimento; mais do que isso, esse segura o quarto recorde seguido de produção.

A última vez em que a soja caminhou para trás no Brasil foi na temporada 2011/12 quando houve quebra em função do clima adverso em algumas das principais regiões produtoras do país.

Na opinião da USDA ainda não vai ser dessa vez que o Brasil se tornará o maior produtor de soja do mundo. Os Estados Unidos deverão colher 104,7 milhões de toneladas de soja na safra 2015/16. Contudo, depois de duas temporadas seguidas de crescimento vertiginoso – 10,4% na safra 2013/14 e 18,2% na safra 2014/15 – a produção norte-americana começa a perder vigor e vai diminuir praticamente 3% de um ano para outro.

A produção na Argentina e na China – respectivamente o terceiro e quarto maiores produtores do mundo – também deverá declinar. Na Argentina a colheita será de 57 milhões de toneladas (-2,5%) e na China de 11,5 milhões de toneladas (-6,8%).

Internacionalmente, a produção deverá se manter praticamente estável entre as duas safras. A expectativa é que se colham 317,3 milhões de toneladas de soja em grão, apenas 50 mil a mais do que no ano anterior.

Processamento

A USDA também espera que um volume maior de soja seja processado no Brasil. Nas contas dos técnicos do governo dos Estados Unidos, 38,5 milhões de toneladas deverão ser esmagados no país contra 37,6 milhões de toneladas na safra 2014/15. Isso representa 39,7% do total colhido na temporada praticamente o mesmo percentual projetado para este ano.

Com isso, pouco menos de 7,4 milhões de toneladas de óleo de soja ficarão disponíveis no mercado brasileiro. Destes, 1,2 milhão de toneladas serão exportados e 6,1 milhões de toneladas acabarão consumidos no mercado interno.

Por outro lado, as exportações brasileiras de soja em grão deverão aumentar consideravelmente indo dos atuais 45,6 milhões de toneladas para 49,7 milhões de toneladas.

Óleos vegetais

A estabilidade na produção de soja não deve afetar a disponibilidade de óleos vegetais no mundo que terão mais um ano de crescimento. O USDA estima que a oferta dos nove principais óleos deverá somar 181,1 milhões de toneladas no ano que vem. São 3,5% a mais do que no ano corrente.

Desse total, o óleo de palma vai representar 65,1 milhões de toneladas (36%) ampliando sua participação no mercado de 35,2% para 36%. O óleo de soja terá 49,6 milhões de toneladas e a canola terá 26,6 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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