Conab e USDA cortam projeções para a safra brasileira de soja embora o resultado recorde para a temporada 2014/15 esteja garantido.Novas projeções sobre a safra de soja que está sendo colhida pelo Brasil estão um pouco mais pessimistas. Tanto a Conab quanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estão de acordo que o resultado será menor do que o anunciado anteriormente. Não que a situação seja desastrosa – muito pelo contrário – o que está em disputa no momento não é se teremos ou não um novo recorde de produção este ano, mas qual será seu tamanho.

Novas projeções sobre a safra de soja que está sendo colhida pelo Brasil estão um pouco mais pessimistas. Tanto a Conab quanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estão de acordo que o resultado será menor do que o anunciado anteriormente. Não que a situação seja desastrosa – muito pelo contrário – o que está em disputa no momento não é se teremos ou não um novo recorde de produção este ano, mas qual será seu tamanho.
Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que publicou hoje a 5ª edição do Relatório de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, o número correto agora é de 94,6 milhões de toneladas; um corte de 1,3 milhão de toneladas sobre os 95,9 estimados na edição do mês passado (1,3% a menos).
Embora menos robusto, esse resultado ainda representa um crescimento 9,8% sobre os 86,1 milhões de toneladas colhidos no ano passado.
Segundo o relatório, os contratempos climáticos enfrentados no começo desta temporada afetarem a produtividade da oleaginosa de forma mais severa do que se imaginava um mês atrás. Contudo, a média nacional ainda deverá ser boa, superando os 3.000 kg/ha – 5,2% melhor do que os 2.854 kg/ha do ano anterior.
EUA
A nova estimativa da Conab converge com a que o USDA divulgou nessa terça-feira (10). A previsão atual dos técnicos norte-americanas ficou praticamente paralela à do governo brasileiro com 94,5 milhões de toneladas. Em janeiro, o USDA esperava que a colheita brasileira fosse de 95,5 milhões de toneladas.
O corte não deverá afetar a disponibilidade do grão em escala global. O aumento nas expectativas da produção na Argentina e na China mais do que compensam as perdas no Brasil. Em termos mundiais, a safra de soja deverá ultrapassar os 315 milhões de toneladas, aumento de 700 mil toneladas em relação ao relatório de janeiro.
Voz discordante
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) foi na direção contrária e melhorou suas projeções. Apesar disso, os números da entidade são um pouco mais pessimistas que os da Conab e do USDA.
Em dezembro, a entidade havia estimado a safra nacional em 91,9 milhões de toneladas e, agora, reviu esse valor para 92,3 milhões de toneladas. Ainda abaixo do que as outras duas entidades esperam.
Processamento
Para além do vai e vem da produção, também há uma perspectiva interessante para o setor de processamento. Tanto a Conab quanto o USDA veem um aumento na atividade do setor no Brasil.
De acordo com o relatório da Conab, o aumento da demanda de óleo de soja para a produção de biodiesel deverá puxar o nível de esmagamento para 41 milhões de toneladas – 11,4% de crescimento sobre o resultado de 2014.
Para o USDA também haverá aumento, embora mais modesto. O avanço da indústria seria de 3,5% chegando a 37,6 milhões de toneladas.
No caso da Abiove, a previsão é de estabilidade em 38,6 milhões de toneladas.
Outras
Além da soja, a Conab também publicou estimativas atualizadas para a produção de caroço de algodão, amendoim, girassol, canola e mamona.
Na maioria, os números se mantiveram praticamente estáveis, com variações abaixo de 1%, com exceção do amendoim que teve sua projeção reduzida em 10,5. A colheita na temporada 2014/15 deverá ser de 288,4 mil toneladas.
O relatório também confirma a recuperação da mamona que, depois de algumas safras seguidas de quebra, voltará a ter produção na faixa da centena de milhar de toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Novas projeções sobre a safra de soja que está sendo colhida pelo Brasil estão um pouco mais pessimistas. Tanto a Conab quanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estão de acordo que o resultado será menor do que o anunciado anteriormente. Não que a situação seja desastrosa – muito pelo contrário – o que está em disputa no momento não é se teremos ou não um novo recorde de produção este ano, mas qual será seu tamanho.
Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que publicou hoje a 5ª edição do Relatório de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, o número correto agora é de 94,6 milhões de toneladas; um corte de 1,3 milhão de toneladas sobre os 95,9 estimados na edição do mês passado (1,3% a menos).
Embora menos robusto, esse resultado ainda representa um crescimento 9,8% sobre os 86,1 milhões de toneladas colhidos no ano passado.
Segundo o relatório, os contratempos climáticos enfrentados no começo desta temporada afetarem a produtividade da oleaginosa de forma mais severa do que se imaginava um mês atrás. Contudo, a média nacional ainda deverá ser boa, superando os 3.000 kg/ha – 5,2% melhor do que os 2.854 kg/ha do ano anterior.
EUA
A nova estimativa da Conab converge com a que o USDA divulgou nessa terça-feira (10). A previsão atual dos técnicos norte-americanas ficou praticamente paralela à do governo brasileiro com 94,5 milhões de toneladas. Em janeiro, o USDA esperava que a colheita brasileira fosse de 95,5 milhões de toneladas.
O corte não deverá afetar a disponibilidade do grão em escala global. O aumento nas expectativas da produção na Argentina e na China mais do que compensam as perdas no Brasil. Em termos mundiais, a safra de soja deverá ultrapassar os 315 milhões de toneladas, aumento de 700 mil toneladas em relação ao relatório de janeiro.
Voz discordante
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) foi na direção contrária e melhorou suas projeções. Apesar disso, os números da entidade são um pouco mais pessimistas que os da Conab e do USDA.
Em dezembro, a entidade havia estimado a safra nacional em 91,9 milhões de toneladas e, agora, reviu esse valor para 92,3 milhões de toneladas. Ainda abaixo do que as outras duas entidades esperam.
Processamento
Para além do vai e vem da produção, também há uma perspectiva interessante para o setor de processamento. Tanto a Conab quanto o USDA veem um aumento na atividade do setor no Brasil.
De acordo com o relatório da Conab, o aumento da demanda de óleo de soja para a produção de biodiesel deverá puxar o nível de esmagamento para 41 milhões de toneladas – 11,4% de crescimento sobre o resultado de 2014.
Para o USDA também haverá aumento, embora mais modesto. O avanço da indústria seria de 3,5% chegando a 37,6 milhões de toneladas.
No caso da Abiove, a previsão é de estabilidade em 38,6 milhões de toneladas.
Outras
Além da soja, a Conab também publicou estimativas atualizadas para a produção de caroço de algodão, amendoim, girassol, canola e mamona.
Na maioria, os números se mantiveram praticamente estáveis, com variações abaixo de 1%, com exceção do amendoim que teve sua projeção reduzida em 10,5. A colheita na temporada 2014/15 deverá ser de 288,4 mil toneladas.
O relatório também confirma a recuperação da mamona que, depois de algumas safras seguidas de quebra, voltará a ter produção na faixa da centena de milhar de toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com