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Exportações de soja recuam e fecham o ano em 76,4 mi de toneladas

A queda nas vendas internacionais do grão brasileiro foi puxada pelo recuo de 12,8% na demanda da China

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de um 2018 totalmente fora da curva, as vendas externas dos sojicultores brasileiros tiveram um ano de relativa normalidade. Segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país exportou um pouquinho menos que 76,4 milhões de toneladas do grão ao longo do ano passado. O resultado está 8,2% abaixo do registrado no período anterior.

Depois de um 2018 totalmente fora da curva, as vendas externas dos sojicultores brasileiros tiveram um ano de relativa normalidade. Segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país exportou um pouquinho menos que 76,4 milhões de toneladas do grão ao longo do ano passado. O resultado está 8,2% abaixo do registrado no período anterior.

Não é que as vendas de 2019 tenham sido ruins. De forma alguma. Além de ser o segundo maior da história, o número final chegou a superar por uma margem de mais de 6,1% a projeção da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) que esperava que as exportações ficassem limitadas a 72 milhões de toneladas.

Mas esse resultado certamente empalidece frente aos mais de 83,2 milhões de toneladas exportadas em 2018. Naquele ano, uma conjunção de fatores permitiu que o Brasil surfasse a onda causada pela tensão comercial entre China e Estados Unidos e abocanhasse boa parte da demanda do gigante asiático.

Queda da demanda chinesa

E foi justamente o esfriamento relativo na demanda chinesa a principal razão das vendas brasileiras terem recuado.

Durante 2019, cerca de 59,8 milhões de toneladas de soja brasileira foram embarcadas em direção à China. Foi quase 12,8% menos do que em 2018. Parte dessas perdas puderam ser compensadas pelo aumento das vendas em países do Sudeste Asiático, União Europeia, América do Norte e Oriente Médio.

Mesmo com a retração motivada por um surto de peste suína que reduziu o consumo de farelo de soja e um esfriamento na disputa com os EUA, a China segue sendo – de longe – o maior comprador de soja brasileira. Cerca de 78,2% de todo o grão vendido pelo Brasil teve o país asiático como sua destinação final.

Esse percentual está consideravelmente acima da média dos 10 últimos anos que era de 73,9% das exportações brasileiras.

Reação abortada

Embora tenham começado o ano aquecidas, os embarques brasileiros perderam vigor depois do primeiro bimestre e foram se aproximando dos volumes médios registrados nos últimos cinco anos.

 

 

Esse movimento foi revertido em setembro. Contrariando o histórico que aponta uma redução nos embarques brasileiros nessa época do ano, as vendas externas voltaram a engrenar. Esse surto exportador tardio seguiu até novembro, quando o MDIC apontou que mais de 5,15 milhões de toneladas de soja tinham saído do país. O volume foi maior do que o registrado no mesmo mês de 2018.

 

 

Em dezembro, no entanto, as vendas voltaram a perder força. No último mês do ano ficaram em 3,44 milhões de toneladas. Embora seja um volume duas vezes superior à média histórica do mês, ele perde para dezembro do ano anterior.

Preços

Com o desaquecimento no interesse externo pela soja brasileira os preços médios pagos pelo produto encerraram um rally que persistiu durante quase todo o segundo semestre. Entre junho e novembro, o valor da tonelada do grão aumentou cerca de 7,3% indo de US$ 342,30 para US$ 367,25.

 

 

Em dezembro o movimento da alta perdeu sustentação. Na média, cada tonelada de soja exportada foi remunerada em US$ 365,73 – queda de 0,4% em relação ao mês anterior.

No total do ano, o Brasil faturou US$ 27,1 bilhões com a venda de soja em grão, cerca de 17,7% a menos do que no ano anterior. Desse montante, mais que US$ 21,2 bilhões foram pagos por compradores chineses.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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