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Exportações de soja em grão ficam 7,7% menores no 1º semestre

Apesar dos embarques físicos acumularem resultados negativos na comparação com o ano passado, o faturamento segue em alta

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O Brasil continua mandando menos soja para o exterior do que em anos anteriores. No primeiro semestre, as vendas externas da oleaginosa se aproximaram de 53,1 milhões de toneladas. O número representa queda em relação aos embarques contabilizados durante a primeira metade dos últimos dois anos – em 2020, as exportações fecharam o semestre perto de 58,8 milhões de toneladas enquanto, em 2021, o resultado passava das 57,5 milhões de toneladas.

Em junho, dados do Ministério da Economia mostram a saída de um pouco mais de 10 milhões de toneladas, 9,2% a menos do que no mesmo mês de 2021. Este foi o quarto mês seguido de contração nos embarques.

A queda, contudo, ficou mais suave: tanto em abril quanto em maio, as retrações nas vendas do grão se aproximavam dos 29%. Isso acontece justamente nos dois meses que costumam marcar o pico no ciclo anual das exportações brasileiras.

O Brasil continua mandando menos soja para o exterior do que em anos anteriores. No primeiro semestre, as vendas externas da oleaginosa se aproximaram de 53,1 milhões de toneladas. O número representa queda em relação aos embarques contabilizados durante a primeira metade dos últimos dois anos – em 2020, as exportações fecharam o semestre perto de 58,8 milhões de toneladas enquanto, em 2021, o resultado passava das 57,5 milhões de toneladas.

Em junho, dados do Ministério da Economia mostram a saída de um pouco mais de 10 milhões de toneladas, 9,2% a menos do que no mesmo mês de 2021. Este foi o quarto mês seguido de contração nos embarques.

A queda, contudo, ficou mais suave: tanto em abril quanto em maio, as retrações nas vendas do grão se aproximavam dos 29%. Isso acontece justamente nos dois meses que costumam marcar o pico no ciclo anual das exportações brasileiras.

Agora, a retração menos acentuada nas vendas permitiu que a movimentação nos portos brasileiros voltasse a se aproximar da média para o mês dos últimos cinco anos.

O momento, entretanto, ocorre após o pico do ciclo anual de exportações, quando o mercado começa a avançar em direção ao que seria a entressafra da soja no hemisfério Sul. Independente de outros fatores, a expectativa para os próximos meses já seria de exportações em queda.

Se o país mantiver a proporção dos últimos cinco anos – com 63,5% dos embarques no primeiro semestre e 36,5% no segundo –, o Brasil ainda deverá vender outros 30,6 milhões de toneladas de soja.

Quebra

O motivo do mercado brasileiro de soja ter diminuído é a menor disponibilidade do grão depois da quebra da safra.

O número mais recente da Conab aponta para uma produção de 124,2 milhões de toneladas na temporada atual, bem abaixo dos 142,8 que eram esperados em dezembro passado.

Compensando

Apesar da redução das vendas, o complexo soja brasileiro não está fazendo feio quando o assunto é faturamento. Isso graças aos bons preços do grão no mercado internacional.

Em junho, a tonelada da soja brasileira foi vendida a US$ 628,58, alta de 34,4% sobre a cotação média de junho de 2021.

Os preços vêm subindo de forma consistente desde maio de 2020, mas o processo se acelerou depois da invasão da Ucrânia, em fevereiro deste ano.

Com isso, os exportadores já embolsaram US$ 30,5 bilhões neste ano. No ano passado inteiro, as exportações somaram US$ 38,6 bilhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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