Tipicamente, o mês de abril marca o teto das exportações anuais para os sojicultores brasileiros
Em abril saíram do país um pouco menos que 14,7 milhões de toneladas de soja em grão. O volume representa um aumento de 2,8% em relação aos volumes que haviam sido medidos no mesmo período do ano passado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Apesar de menos abastecido, os exportadores brasileiros vêm sustentando sua participação no mercado externo. Desde o começo do ano, apenas em março as exportações ficaram abaixo do nível do ano anterior.
Em abril saíram do país um pouco menos que 14,7 milhões de toneladas de soja em grão. O volume representa um aumento de 2,8% em relação aos volumes que haviam sido medidos no mesmo período do ano passado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Essa expansão nas vendas internacionais ocorre a despeito da colheita de soja deste ano estar sendo bem mais modesta do que a da temporada passada. Pelas contas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional do grão somou 155,6 milhões de toneladas do grão. Para este ano, a estimativa mais recente do órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) é que sejam colhidas 146,5 milhões de toneladas – queda de aproximadamente 5,2%.
Apesar de menos abastecido, os exportadores brasileiros vêm sustentando sua participação no mercado externo. Desde o começo do ano, apenas em março as exportações ficaram abaixo do nível do ano anterior.
Queda da China
E, ao menos dessa vez, o crescimento nas exportações não se deveu tanto à demanda chinesa. Embora o gigante asiático se mantenha o maior comprador da soja brasileira tendo absorvido mais de 67% do volume embarcado no último mês – foram mais de 9,85 milhões de toneladas –; na comparação entre abril de 2023 e abril de 2024, o gigante asiático reduziu suas aquisições em de 2%.
Esse movimento foi compensado principalmente pelo Egito que absorveu 202,3 mil toneladas – saindo de zero em abril de 2023 – e a Holanda com 201,8 mil toneladas a mais.
No total, a soja brasileira chegou a 35 países no mês passado. São cinco destinos a mais do que um ano atrás.
Santos (SP) foi a principal porta de saída para a soja brasileira com 5,31 milhões de toneladas – 36,2% do total – relativamente estável em relação ao volume do ano passado.
Crista da onda
Tipicamente, o teto das exportações do ano acontece entre os meses de abril e maio.
De junho em diante, os embarques começam a perder força conforme o mercado brasileiro se encaminha para o período de entressafra. De setembro em diante, os compradores internacionais tendem a se voltar mais para o mercado dos Estados Unidos que está colhendo sua nova safra.
Nos últimos cinco anos, os primeiros quatro meses representaram 36,4% do volume total exportado. Se continuar acompanhando a curva dos últimos anos, o Brasil deve fechar 2024 beirando as 101 milhões de toneladas de soja exportada. Menos de 1% abaixo do recorde do ano passado.
A expectativa do mercado é por uma queda maior. Em seu balanço mais recente para o complexo soja, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estimou que os embarques de soja in natura ficarão em 97,8 milhões de toneladas, o que representa uma contração de 4% no volume.
Faturamento
Em abril, as exportações de soja renderam ao país perto de US$ 6,37 bilhões, o que equivale a mais de R$ 32,7 bilhões quando convertido pela taxa de câmbio do período. Em média, a tonelada de soja brasileira foi remunerada com US$ 433,93 – aumento de 2% sobre o valor apurado no mês anterior.
No último mês, os compradores pagaram um pouco melhor pelo produto brasileiro revertendo uma trajetória de queda iniciada em novembro passado – mas que se acelerou depois da virada do ano.
Apesar dessa melhora, as cotações estão muito abaixo dos níveis de um ano atrás. Em abril de 2024, a tonelada de soja era negociada por US$ 540,57.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com