Volume exportado foi o maior de toda a história para o mês de janeiro
Apesar das perspectivas para a atual safra de soja já não serem mais tão positivas quanto eram no começo da temporada – graças ao clima desfavorável em diversas das maiores regiões produtoras do país –, as exportações brasileiras do grão tiveram seu melhor mês de janeiro em toda a história. Dados divulgados pelo Ministério da Economia mostram que os embarques passaram dos 2,45 milhões de toneladas.
Embora, as exportações do principal produto agrícola brasileiro tenham engrenado ao longo do ano passado, o que levou o ano a totalizar inéditas 86,1 milhões de toneladas; a verdade é que a virada de 2020 para 2021 foi muito pouco favorável para os exportadores.
Apesar das perspectivas para a atual safra de soja já não serem mais tão positivas quanto eram no começo da temporada – graças ao clima desfavorável em diversas das maiores regiões produtoras do país –, as exportações brasileiras do grão tiveram seu melhor mês de janeiro em toda a história. Dados divulgados pelo Ministério da Economia mostram que os embarques passaram dos 2,45 milhões de toneladas.
Dessa forma, o ano de 2022 começa já abrindo uma vantagem de mais de 20% sobre o recorde anterior – 2,03 milhões de toneladas exportados em 2019. Em relação ao mesmo período do ano anterior o que crescimento se aproxima de 5.000%.
Embora, as exportações do principal produto agrícola brasileiro tenham engrenado ao longo do ano passado, o que levou o ano a totalizar inéditas 86,1 milhões de toneladas; a verdade é que a virada de 2020 para 2021 foi muito pouco favorável para os exportadores.
Dessa vez a situação está bem diferente. Além do volume, os ganhos com a venda de soja para os mercados internacionais também foram robustos. Em janeiro, entraram na economia brasileira um pouco menos que US$ 1,24 bilhão – o equivalente a R$ 6,52 bilhões se convertidos pelo câmbio de hoje.
É outro recorde. Mas dessa vez, contudo, a vantagem sobre o teto anterior beira os 62%.
Cotação
Os ganhos têm sido turbinados pelas elevadas cotações da oleaginosa no mercado externo. Em janeiro, cada tonelada de soja exportada rendeu aproximadamente US$ 505,20.
A alta de modestos 0,8% em relação à cotação média de dezembro reverteu uma tendência de queda que já vinha se sustentando desde outubro quando a commodity atingiu a marca de US$ 522,14 por tonelada.
Vida curta?
Esse começo favorável pode não ter vida tão longa. Em sua mais recente estimativa para o mercado exportador, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) cortou sua aposta projeção de 91,1 para 86,9 milhões de toneladas.
Vale ressaltar que a Abiove ainda estima a colheita de soja da temporada 2020/21 em 135,8 milhões de toneladas. Esse número pode ser considerado bastante otimista no atual contexto no qual os palpites das principais consultorias agrícolas estão distribuídos numa faixa que vai de 125 até 130 milhões de toneladas.
O que indica que novos cortes nas projeções podem estar a caminho.
Maior comprador
No momento, a China vem levando a maior parte da soja brasileira. O país asiático foi o destino de 80% do volume exportado em janeiro com 1,96 milhões de toneladas pelos quais pagaram US$ 991,6 milhões.
A principal porta de saída do produto nacional foi o porto de Paranaguá (PR) onde foram embarcadas 707,3 mil toneladas do grão dos quais 702,5 mil toneladas com destino à China.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com