Volume do derivado da soja embarcado no mês de fevereiro foi ficou abaixo das 34 mil toneladas
Com o mercado interno demandando mais óleo para suprir à demanda dos fabricantes de biodiesel, as exportações do derivado do principal produto do agronegócio nacional abriram o ano em queda. Em fevereiro, as exportações da commodity caíram para 33,9 milhares de toneladas segundo as contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume é o menor em mais de três anos – atrás apenas das 8,5 mil toneladas que haviam sido exportadas em janeiro de 2021.
Os números mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aponta que teremos uma redução de 38% este ano frente ao que foi apurado durante o ano de 2023.
Com o mercado interno demandando mais óleo para suprir à demanda dos fabricantes de biodiesel, as exportações do derivado do principal produto do agronegócio nacional abriram o ano em queda. Em fevereiro, as exportações da commodity caíram para 33,9 milhares de toneladas segundo as contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume é o menor em mais de três anos – atrás apenas das 8,5 mil toneladas que haviam sido exportadas em janeiro de 2021.
E com a chagada do B14 – que aconteceu agora em março –, as perspectivas de que os exportadores brasileiros possam voltar a exportar volumes similares aos vistos nos últimos dois anos ficam ainda mais distantes. As estimativas dos esmagadores para a exportação do produto levam em conta essa desaceleração.
Os números mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aponta que teremos uma redução de 38% este ano frente ao que foi apurado durante o ano de 2023.
Ao menos nesse começo de ano, contudo, a queda nas vendas está sendo bem mais intensa do que o esperado. Nos primeiros dois meses deste ano as exportações de óleo de soja somaram 101 mil toneladas, queda de praticamente três quartos – 76,2% – em relação às 424,1 mil toneladas que foram embarcadas no começo de 2023.
Faturamento
A baixa na quantidade levou a uma redução nos ganhos. Os exportadores vão receber menos US$ 34 milhões pelo óleo que foi vendido em fevereiro.
Assim como aconteceu com o volume, esse também é o resultado mensal mais baixo para óleo de soja desde janeiro de 2021. Na média, cada tonelada do produto saiu por US$ 1002,05 no mercado exportador.
Convertido em reais pelo câmbio médio do último mês, isso esse valor representa cerca de R$ 4.974,00. É um valor cerca de 5,7% superior aos R$ 4.705,00 pagos no mercado interno segundo a Abiove.
Sebo em alta
Enquanto as exportações de óleo de soja caem, as de sebo seguem aquecidas. Em fevereiro, os embarques do subproduto da indústria frigorífica somaram 27,2 mil toneladas, alta de quase 275,3% sobre o mesmo mês do ano passado.
Mais uma vez a demanda foi puxada pelos Estados Unidos que vem aumentando as compras de óleos e gorduras residuais para atender à demanda de sua indústria de diesel renovável. O mercado norte-americano absorveu 92,2% do sebo brasileiro.
Apesar dos números continuarem bastante robustos, os volumes exportados estão distantes dos que foram apurados entre novembro e dezembro do ano passado, quando as exportações rondaram a faixa das 45 mil toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com