Em setembro, a movimentação de soja nos portos brasileiros voltou a se aproximar dos níveis que apresentava em 2018
Depois de vários meses perdendo gás, as exportações de soja reagiram em setembro e voltaram a se aproximar do nível em que estavam em 2018 – período onde as vendas do grão brasileiro foram alavancadas pela guerra comercial entre China e Estados Unidos. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques no mês passado ficaram um pouco abaixo da marca de 4,45 milhões de toneladas.
Depois de vários meses perdendo gás, as exportações de soja reagiram em setembro e voltaram a se aproximar do nível em que estavam em 2018 – período onde as vendas do grão brasileiro foram alavancadas pela guerra comercial entre China e Estados Unidos. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques no mês passado ficaram um pouco abaixo da marca de 4,45 milhões de toneladas.
Embora o tenha ficado abaixo dos 4,56 milhões de toneladas exportados em setembro do ano passado, a diferença encurtou para menos de 2,5%.
A desvantagem de 2019 frente a 2018 vinha se alargando continuamente desde março. No primeiro bimestre, a participação dos sojicultores brasileiros no mercado internacional se manteve em patamares bem superiores aos do ano anterior. Em março, no entanto, a situação virou para o pior. Em agosto, a diferença ficou em 34,5% – 8,12 contra 5,32 milhões de toneladas.
De janeiro até setembro de 2019, as exportações brasileiras somaram 62,9 milhões de toneladas; quase 9% abaixo do registrado no mesmo período de 2018.
A aceleração nas vendas fez com que o volume embarcado em setembro voltasse a superar a média dos últimos cinco anos revertendo uma tendência de reaproximação que vinha se acentuando desde maio. E agosto, pela primeira vez, as vendas ficaram abaixo da média dos últimos anos.
China
A diminuição do apetite chinês por soja brasileira tem sido o principal fator a puxar para baixo o desempenho das exportações nacionais. O desempenho do mercado do país asiático tem sido afetado tanto por uma melhora relativa nas relações entre China e Estados Unidos, como pela redução do plantel de porcos da China em função de um surto de peste suína africana.
Nos primeiros nove meses do ano passado, a China havia absorvido 55 milhões de toneladas de soja em grão do Brasil. Este ano, o volume importado caiu 13,6% e ficou em 47,5 milhões de toneladas.
Essa quantidade é inferior aos 47,7 milhões de toneladas que haviam sido registrados em 2017.
Enquanto a demanda chinesa míngua, a de outros países aumentou consideravelmente. Até agora, a venda de soja brasileira para outros países avançou 8,9%, passando dos 15,4 milhões de toneladas.
Renda
Além do menor volume vendido, os valores recebidos pelos exportadores brasileiros também têm se saído um pouco pior, o que reflete em ganhos mais magros para o país. Até setembro, a venda de soja em grão garantiu a entrada de US$ 22,2 bilhões na economia nacional. O resultado ficou 19,2% abaixo do apurado em 2018
Os preços médios recebidos pela tonelada da soja brasileira começaram a perder vigor em meados de 2018. Foi a partir de novembro, no entanto, que as perdas se aceleraram. Do final do ano passado até agora, as cotações médias perderam 12,8%, indo de US$ 386,27 em dezembro para US$ 342,30 em maio.
Nos últimos meses as cotações voltaram a ganhar sustentação. Em setembro, a média foi de US$ 359,28 por tonelada.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com