Queda na demanda Chinesa foi o principal fator de retração dos embarques brasileiros
Com a China demandando menos soja brasileira, os embarques nacionais do grão andam acumulando resultados negativos que vêm se aprofundando mês a mês. Em agosto, dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que a contração na comparação anual chegou a 34,4%. É a maior contração mensal nas vendas externas da sojicultura nacional desde que os índices passaram a ficar negativos em março.
Com a China demandando menos soja brasileira, os embarques nacionais do grão andam acumulando resultados negativos que vêm se aprofundando mês a mês. Em agosto, dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que a contração na comparação anual chegou a 34,4%. É a maior contração mensal nas vendas externas da sojicultura nacional desde que os índices passaram a ficar negativos em março.
Os embarques no mês passado foram de 5,32 milhões de toneladas contra 8,12 milhões de toneladas um ano atrás. De janeiro até agosto as exportações somaram 58,5 milhões de toneladas.
Embora o ano continue apresentando um desempenho bastante representativo, é perceptível que as vendas estão perdendo fôlego. Em agosto, pela primeira vez, as exportações mensais ficaram ligeiramente baixo da média das últimas cinco temporadas.
O ano que começou extraordinariamente bem, registrando – por ampla margem – o maior volume de embarque num primeiro trimestre em toda a história, aos poucos foi perdendo a vantagem.
Em junho, 2019 já tinha sido superado por 2018 no somatório de vendas; agora, é 2017 que vem se aproximando. Em agosto, a diferença caiu para menos de 2,8%.
China menor
Essa puxada tem a ver com a redução da demanda chinesa. O maior comprador do grão brasileiro – 82,3% dos embarques brasileiros do ano passado tiveram a China como destino – comprou quase 41% a menos em agosto.
A queda chega a 13,6% no somatório do ano. Mesmo que as vendas para outros países tenham crescimento de 6,1% no mesmo período, esse movimento não tem bastado para compensar as perdas no país asiático.
Menor ganho
Se os volumes exportados não têm apresentado melhora, pelo menos as cotações em dólar da soja brasileira enviada ao mercado externo parecem estar encerrando o movimento de queda que vinha se desenvolvendo desde meados do ano passado.
Em agosto, a tonelada foi negociada em média por US$ 355,30 basicamente estável em relação aos US$ 356,55 de julho.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com