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Exportação reduz estoques brasileiros de soja a mínima histórica, Abiove

Estatísticas da Abiove mostram que o aumento nas exportações vai levar disponibilidade de soja no país a menos de 670 mil toneladas

BiodieselBR.com 5 min de leitura

Vai ser por – muito – pouco, mas o Brasil terá soja suficiente para atender todas as demandas deste ano. É o que garantem os novos dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) sobre o balanço de oferta e demanda da oleaginosa no país. Descontado o consumo, o país deverá encerrar o ano com um saldo de apenas 669 mil toneladas do grão – o mais apertado desde 1999.

A sobra já não deveria ser grande. Na projeção do mês passado, a Abiove antecipava que os estoques fechariam o ano em 1,67 milhão de tonelada. Esse já seria o menor resultado do histórico e 50% menor do que em 2019. O novo número reduz a folga em um milhão de toneladas. Segundo o economista-chefe da Abiove, Daniel Amaral, o quadro ainda é positivo. “Estamos vendo um quadro apertado, mas sem falta de produto no mercado o que é um dado positivo”, diz.

O mercado de exportação será o principal responsável por esse ‘enxugamento’ da oferta. No começo do mês passado, a Abiove estimava que 78 milhões de toneladas do grão sairiam do país este ano. Agora, o número foi revisado para 79,5 milhões de toneladas.

Vai ser por – muito – pouco, mas o Brasil terá soja suficiente para atender todas as demandas deste ano. É o que garantem os novos dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) sobre o balanço de oferta e demanda da oleaginosa no país. Descontado o consumo, o país deverá encerrar o ano com um saldo de apenas 669 mil toneladas do grão – o mais apertado desde 1999.

A sobra já não deveria ser grande. Na projeção do mês passado, a Abiove antecipava que os estoques fechariam o ano em 1,67 milhão de tonelada. Esse já seria o menor resultado do histórico e 50% menor do que em 2019. O novo número reduz a folga em um milhão de toneladas. Segundo o economista-chefe da Abiove, Daniel Amaral, o quadro ainda é positivo. “Estamos vendo um quadro apertado, mas sem falta de produto no mercado o que é um dado positivo”, diz.

O mercado de exportação será o principal responsável pelo ‘enxugamento’ da oferta. No começo do mês passado, a Abiove estimava que 78 milhões de toneladas do grão sairiam do país este ano. Agora, o número foi revisado para 79,5 milhões de toneladas. De janeiro até maio, os embarques já somaram 49,2 milhões de toneladas.

De acordo com Daniel, esse resultado está sendo puxando principalmente por uma mudança na estrutura da demanda chinesa por farelo de soja ocorrida depois que um surto de peste suína africana que dizimou os planteis do país asiático em 2018. “Com a retomada da produção de suínos, a demanda deles por rações voltou a crescer. Como aconteceu no Brasil alguns anos atrás eles estão intensificando e tecnificando sua produção o que eleva a um aumento do consumo de rações baseadas em farelo de soja e de milho”, diz.

Com as relações entre China e os Estados Unidos ainda estremecida, o Brasil se mantem como o principal fornecedor do mercado chinês.

Nem crise do coronavírus não chegou a abalar essa demanda. “O consumo de alimentos é menos elástico do que o PIB”, sinaliza Daniel explicando que o nível de consumo de alimentos cai – e sobe – mais lentamente do que o PIB.

Aumento na safra

E poderia ser ainda mais apertado. Parte desse aumento das exportações foi coberto por uma elevação de 500 mil toneladas nas estimativas da colheita da safra 2019/20. De 124,5 para 125 milhões de toneladas.

Sem essa nova revisão, os estoques ficariam em exíguos 170 mil toneladas.

A oferta ajustada do grão não implicaria necessariamente em desabastecimento do mercado interno. O esmagamento deve atingir o nível recorde de 44,5 milhões de toneladas. “As projeções de esmagamento não mudaram, o que mudou foram a safra e a exportação”, lembra Daniel acrescentando o segmento depende de oportunidades de agregação de valor no mercado interno.

No caso da oferta de óleo, o economista traça um cenário de tranquilidade. “Não está faltando. O Brasil produz mais ou menos 9 milhões de toneladas de óleo de soja. Temos uma oferta muito grande da qual aproximadamente metade vai para a produção de biodiesel, para o mercado alimentar temos outras opções com os óleos de canola, girassol ou oliva”, descreve,

Contudo, nesse segmento também teremos os estoques finais mais apertados desde a virada do milênio. O Brasil deverá fechar o ano com apenas 39 mil toneladas de óleo de soja disponíveis contra uma projeção de 239 mil toneladas um mês trás.

A diferença também vem da exportação. Inicialmente a Abiove imaginava que as exportações brasileiras seriam de 800 mil toneladas. O novo número é de 1 milhão de toneladas.

Perspectiva de crescimento

Apesar da situação pouco confortável, Daniel vê sinais de melhora na oferta de soja no longo prazo. “A decisão de plantio é do agricultor, sobre isso não tempos controle. Mas como o Brasil vem exportando de forma consistente, temos infraestrutura instalada, terras disponíveis e um mercado internacional que vem indicando que a participação brasileira vai continuar sendo relevante, tudo vem caminhando para que o Brasil tenha mais um ano como maior produtor do grão”, diz

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) parece concordar. O órgão do governo norte-americano estima que o Brasil permanecer na liderança global do mercado de soja com uma colheita de 131 milhões de toneladas na temporada 2020/21.

“A análise deles converge com a nossa de que o Brasil aumenta seu papel como produtor e exportador”, reflete.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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