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Brasil exportou mais de 15,5 milhões de toneladas de soja em maio

Apesar da desaceleração em relação a abril, o ritmo de embarques mensais do grão continua bastante aquecido

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Mais 15,5 milhões de toneladas de soja saíram do país no mês de maio. Embora esse resultado seja 4,9% menor do que foi registrado no mês passado – quando o país bateu um recorde histórico com embarques superiores a 16,3 milhões de toneladas – ele mostra que o mercado mundial continua demonstrando um grande apetite pelo grão brasileiro.

Não tivesse sido pelo resultado superlativo em abril, o volume atual teria sido o maior já registrado num único mês. Das cinco maiores exportações mensais que fazem parte do histórico, três são deste ano – as de maio, abril e março.

Isso está fazendo com que o ano de 2020 descole – e muito – das médias dos anos anteriores.

Mais 15,5 milhões de toneladas de soja saíram do país no mês de maio. Embora esse resultado seja 4,9% menor do que foi registrado no mês passado – quando o país bateu um recorde histórico com embarques superiores a 16,3 milhões de toneladas – ele mostra que o mercado mundial continua demonstrando um grande apetite pelo grão brasileiro.

Não tivesse sido pelo resultado superlativo em abril, o volume atual teria sido o maior já registrado num único mês. Das cinco maiores exportações mensais que fazem parte do histórico, três são deste ano – as de maio, abril e março.

Isso está fazendo com que o ano de 2020 descole – e muito – das médias dos anos anteriores.

Pico antecipado

A dimensão das exportações não é a única particularidade que as exportações de soja no ano de 2020 vem apresentando. Normalmente, o pico dos embarques só acontece no mês de maio; este ano, contudo, a curva parece ter se acelerado um pouco e atingido seu topo um mês antes.

A única outra vez que o mercado apresentou um comportamento similar foi em 2016.

Caso o mercado volte a se comportar como nos últimos anos, a partir de agora as vendas mensais deverão cair até o final do ano. De forma mais acelerada até setembro e, daí em diante, o movimento tende a se tornar mais suave.

Vale ressaltar que nos dois últimos anos a curva apresentou uma mudança bastante notável. Nos dois casos, a queda se interrompeu depois de setembro e entrou num platô. Não por acaso 2018 e 2019 foram os dois melhores anos da sojicultura nacional no mercado internacional com vendas da ordem de 83,2 e 74 milhões de toneladas respectivamente.

Se continuar como está, 2020 tem tudo assumir a dianteira. As vendas de janeiro a maio já se aproximam das 49,2 milhões de toneladas – sólidos 37,1% a frente dos 35,8 milhões de toneladas que foram exportados no mesmo período de 2018.

Motor chinês

A relação com a China é o motor do sucesso brasileiro no mercado e soja. Nos últimos cinco anos, a segunda maior economia do mundo respondeu 78% de toda a soja exportada pelo Brasil.

Em maio, o gigante asiático comprou um pouco menos que 11,1 milhões de toneladas do grão brasileiro o que equivalente a 71,5% do total exportado. A importância da demanda chinesa tem aumentado nos últimos meses, as vendas para a China vêm avançando mais rapidamente do que para o resto do mundo.

Na comparação anual, compradores chineses demandaram 60% mais soja brasileira no mês passado. Nesse mesmo período, a demanda de outros países se expandiu 43,6%.

Cotação

Apesar da demanda crescente, os preços recebidos pela soja brasileira estão em queda. Em maio, cada tonelada do produto foi exportada por US$ 331,50 – queda de 1% em relação ao mês anterior. Essa foi o sexto mês seguido de queda nos valores recebidos pelo produto brasileiro que já acumula 9,3% de perdas.

A cotação atual é a mais baixa em mais de 13 anos. A última vez em que a soja exportada pelo Brasil custou menos do que no mês passado foi em outubro de 2007 quando foi negociada por uma média de US$ 328,02.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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