Volume de óleo de soja exportado está abaixo da metade do que foi exportado no mesmo período de 2023
Com as 89 mil toneladas embarcadas em setembro, o somatório das exportações de óleo de soja deste ano finalmente atingiu a marca de 1 milhão de toneladas – quatro meses despois do que havia acontecido no ano passado. Pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) entre janeiro e setembro, os embarques do derivado somaram 1,05 milhão de toneladas valor que corresponde a menos da metade – 48,2% – do volume registrado no mesmo período de 2023.
Em parte, o recuo do Brasil no mercado internacional de óleo se explica pela retomada da mistura de biodiesel. Em que pese o pico de 318,7 mil toneladas em maio do ano passado, o óleo de soja vem perdendo espaço na pauta de exportação desde a volta do B12. Entre novembro de 2021 e março de 2023, quando a mistura estava em B10, a média mensal de exportações estava em 209,8 mil toneladas; caindo para 161,6 mil toneladas no período do B12 e para 136,1 mil toneladas após a adoção do B14 em março.
Com as 89 mil toneladas embarcadas em setembro, o somatório das exportações de óleo de soja deste ano finalmente atingiu a marca de 1 milhão de toneladas – quatro meses despois do que havia acontecido no ano passado. Pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) entre janeiro e setembro, os embarques do derivado somaram 1,05 milhão de toneladas valor que corresponde a menos da metade – 48,2% – do volume registrado no mesmo período de 2023.
Em parte, o recuo do Brasil no mercado internacional de óleo se explica pela retomada da mistura de biodiesel. Em que pese o pico de 318,7 mil toneladas em maio do ano passado, o óleo de soja vem perdendo espaço na pauta de exportação desde a volta do B12. Entre novembro de 2021 e março de 2023, quando a mistura estava em B10, a média mensal de exportações estava em 209,8 mil toneladas; caindo para 161,6 mil toneladas no período do B12 e para 136,1 mil toneladas após a adoção do B14 em março.
Além da recomposição de um dos polos da demanda nacional, as exportações de óleo de soja brasileiro também vêm sendo pressionadas pelo retorno das esmagadoras da Argentina ao mercado global. Terceiro maior produtor de soja – atrás do Brasil e dos Estados Unidos – e maior exportador de derivados do grão do mundo, a Argentina sofreu uma grande quebra de safra na temporada 2022/23 o que abriu uma janela de oportunidade foi prontamente ocupada pela indústria brasileira.
Normalmente, as exportações brasileiras de óleo sobem durante o primeiro semestre até atingirem seu pico por volta de meados do ano para, então, caírem até outubro quando se estabilizam num platô. Se mantiverem o mesmo traçado médio dos cinco últimos anos, as exportações deverão se aproximar de 1,3 milhão de toneladas.
Esse volume seria o equivalente em óleo ao esmagamento de aproximadamente 6,8 milhões de toneladas de soja em grão.
Estabilidade
Os preços pagos pelos importadores no óleo de soja brasileiro têm ficado estáveis desde abril passado. Em setembro, o valor médio recebido pelos vendedores foi de US$ 959,50 – ou R$ 5.316,57 pelo câmbio médio – por cada tonelada vendida.
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Aos preços atuais, as exportações de óleo garantiram a entrada de pouco menos que US$ 85,2 milhões na economia brasileira. Desde janeiro, os ganhos somam quase exatamente US$ 1 bilhão.
Óleo vem, óleo vai
Assim como vem acontecendo no mercado de soja em grão, onde o Brasil aumentou o seu volume de importação para compensar a safra menos volumosa colhida este ano; também no mercado de óleo as importações deram um salto.
De janeiro a setembro, mais de 76,5 mil toneladas do insumo entraram no Brasil vindo sobretudo – 98% – do Paraguai.
Faltando ainda um trimestre para fechar as contas do ano, o volume de óleo que já entrou no país é mais de 5 vezes o volume que havia sido importado no ano passado inteiro.
Recorde antecipado
Apesar do recuo do óleo de soja brasileiro no mercado externo, o Brasil já garantiu o recorde nas exportações de gordura animal e de óleos e gorduras residuais (OGRs). Do começo do ano até agora, 300 mil toneladas desses produtos já saíram do país sendo: 261,6 mil toneladas de sebo bovino e 38 mil toneladas de óleo de cozinha usado.
O recorde anual anterior pertencia à 2023 quando as vendas de ambos somaram 271,4 mil toneladas.
Em setembro os embarques foram de, respectivamente, 35 e 4,7 mil toneladas. Em ambos os casos, a demanda foi puxada pelos Estados Unidos que absorveu mais de 95,2% das exportações brasileiras do mês. A indústria de biocombustíveis dos EUA vem pagando melhor por esse tipo de matéria-prima que tem um balanço de carbono mais favorável do que os óleos vegetais virgens.
Juntos, sebo e OGRs renderam aproximadamente US$ 39 milhões ao Brasil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com